Comunicação e manutenção do vínculo família-paciente em tempos de pandemia da Covid 19 dentro da unidade de terapia intensiva - abraço virtual

Introdução: A presença e a participação de um familiar contribuem para a segurança do atendimento, aumentam a satisfação do paciente e da família, mantêm o vínculo familiar, auxiliam na tomada de decisão junto à equipe de profissionais de saúde, e consequentemente produzem um papel vital nos resulta...

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Main Authors: Dias, Bruna, Dantos, Nilda Benitez dos, Dias, Eliane, Moraes, Vanessa Ferreira de, Aoki, Roberta Nazário, Pedrosa, Rafaela Batista dos Santos, Braga, Paula, Sousa, Márcia de, Delazari, Lilian Elisabete Bernardes, Rocha, Keiti Passioni de Souza, Lima, Josiane Maria Conceição de, Soldera, Jeferson Daniel, Assis, Geiza Bairral, Oliveira, Fernanda Teixeira de, Agosta, André Luís, Gomes, Monique Regina Rodrigues
Format: Online
Language:Portuguese
Published: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) 2023
Subjects:
Online Access:https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/simtec/article/view/10197
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Summary:Introdução: A presença e a participação de um familiar contribuem para a segurança do atendimento, aumentam a satisfação do paciente e da família, mantêm o vínculo familiar, auxiliam na tomada de decisão junto à equipe de profissionais de saúde, e consequentemente produzem um papel vital nos resultados de saúde. Como medida de prevenção à transmissão do novo coronavírus, foi suspensa a visita de um parente na unidade de terapia intensiva (UTI), e, consequentemente, houve interrupção da comunicação entre o paciente e a sua família. Objetivo: O objetivo deste estudo foi apresentar a experiência da equipe com a intervenção de enfermagem denominada “Abraço virtual” implementada em uma UTI de um hospital público no Brasil. Metodologia: Criação e implementação da intervenção “Abraço virtual”. Essa estratégia foi ofertada pela equipe de saúde aos parentes dos pacientes confirmados ou suspeitos de covid-19 internados na UTI que compareciam no horário do boletim médico, e que gostariam de estabelecer comunicação com eles. Consistiu na elaboração de cartas escritas a próprio punho pelos familiares, que eram posteriormente entregues aos pacientes ou lidas pela equipe, nos casos de pacientes sedados e/ou intubados. Resultados: Os pacientes que estavam conscientes e acordados, ao lerem a carta do seu familiar, demonstraram diversos sentimentos, como alegria, emoção, saudade e conforto. Os pacientes que estavam sob efeito de sedação e intubados apresentaram, no momento da leitura, discreto aumento da frequência cardíaca e respiratória, lágrimas que escorriam pelos olhos, e tentativa de abertura ocular. Os profissionais de saúde que atuaram na leitura das cartas reforçaram a importância deste gesto, que não demandou grandes esforços dentro de sua rotina de trabalho, mas que trouxe humanização e reforçou a assistência individualizada e centrada no paciente. Considerando o vínculo entre a equipe de saúde, paciente e sua família, em muitas ocasiões os próprios sujeitos internados solicitavam que os profissionais de saúde transmitissem mensagens de agradecimentos à família, e que continuassem escrevendo diariamente, ou ainda que algum parente específico elaborasse cartas enviando notícias. Conclusão: Esta intervenção direcionada à comunicação proporcionou cuidado integral, humanizado, e tornou-se uma ferramenta de suporte emocional, uma vez que reduziu o impacto produzido pelo rompimento do vínculo afetivo proporcionado pela necessidade de isolamento, corroborando com as políticas públicas de humanização e a enfermagem familiar.
ISSN:2525-5398