Avaliação de qualidade e segurança após a implantação de um serviço de atendimento fonoaudiológico emergencial para pacientes internados com Covid-19
Introdução: Dados do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) relataram a notificação de 86 óbitos por aspiração broncopulmonar (ABP) entre agosto de 2019 e julho de 2020, o que representou 9% do total de notificações de óbitos por Evento A...
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| Format: | Online |
| Language: | Portuguese |
| Published: |
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
2023
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| Subjects: | |
| Online Access: | https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/simtec/article/view/10199 |
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| Summary: | Introdução: Dados do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) relataram a notificação de 86 óbitos por aspiração broncopulmonar (ABP) entre agosto de 2019 e julho de 2020, o que representou 9% do total de notificações de óbitos por Evento Adverso (EA) no período. O Hospital de Clínicas da Unicamp (HC/Unicamp) não dispõe de atendimento fonoaudiológico para pacientes das unidades de internação de adultos e pediátrica; em 2021, porém, o SFTO/HC/Unicamp implantou este atendimento, emergencialmente, para pacientes com COVID-19. Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar, por meio de indicadores de qualidade e segurança, a implantação do serviço de atendimento fonoaudiológico para pacientes internados com COVID-19 no HC/Unicamp. Metodologia: Duas fonoaudiólogas foram contratadas emergencialmente. Formulário digital foi elaborado para a solicitação, pelas equipes, de interconsultas para os pacientes. O acompanhamento das atividades das profissionais também foi realizado por meio de formulário digital, possibilitando analisar indicadores de qualidade e segurança. A periodicidade de análise e divulgação dos indicadores para a realização de um novo ciclo de melhoria PDSA foi mensal. Resultados: Um total de 2011 pacientes geraram 1041 atendimentos analisados, entre julho e novembro de 2021. A maioria das interconsultas foi solicitada por médicos (42,4%), fisioterapeutas (21,4%) e equipe de enfermagem (21%). Houve um índice de 4,9 atendimentos por paciente, sendo que 84% dos pacientes apresentavam risco para disfagia e risco para aspiração broncopulmonar no processo de introdução da alimentação por via oral . Os indicadores de qualidade e segurança demonstraram que a média de dias para introduzir alimentação por via oral foi de 2,9; a média de dias para retirada da sonda de alimentação foi de 4,3; e a taxa de sucesso para introduzir alimentação Via oral, parcial ou total após a reabilitação fonoaudiológica, foi de 49%. Houve redução de 50% dos diagnósticos de disfagia grave com a reabilitação fonoaudiológica, o que possibilitou a introdução de via oral de alimentação parcial ou total. Conclusão: Os dados deste estudo sugerem que pacientes com COVID-19 internados no HC/UNICAMP apresentando disfagia e que receberam reabilitação fonoaudiológica puderam receber uma introdução segura de alimentação por via oral, parcial ou total. Atividades assistenciais multiprofissionais, compartilhadas e voltadas para a qualidade e segurança do paciente, podem contribuir para redução de eventos adversos em unidades hospitalares. |
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| ISSN: | 2525-5398 |