Avaliação da capacidade física em pacientes hospitalizados com diagnóstico de Covid-19

Introdução: Em janeiro de 2020 um novo coronavírus (SARS-CoV-2) foi oficialmente identificado na China como causa de um surto de pneumonia viral, denominada de COVID-19. A infecção por SARS-CoV-2 pode gerar um quadro respiratório severo em que se destaca a ocorrência da síndrome respiratória aguda g...

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Main Authors: Galhardo, Fernanda Diório Masi, Oliveira, Thayssa de Morais, Pereira, Marcelo Gustavo, Marques, Simone Fernandes Davi, Heidmann, Aline Maria, Gonçales, Eduardo Selan Lopes, Toro, Ivan Felizardo Contrera, Kovalski, Bianca Setra, Vergel, Letícia Gonçalves
Format: Online
Language:Portuguese
Published: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) 2023
Subjects:
Online Access:https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/simtec/article/view/10202
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Summary:Introdução: Em janeiro de 2020 um novo coronavírus (SARS-CoV-2) foi oficialmente identificado na China como causa de um surto de pneumonia viral, denominada de COVID-19. A infecção por SARS-CoV-2 pode gerar um quadro respiratório severo em que se destaca a ocorrência da síndrome respiratória aguda grave (SRAG), que possui como principal característica a hipoxemia grave. A hipóxia é uma das principais causadoras de lesões em múltiplos órgãos e morte em pacientes com COVID-19, sendo a oxigenoterapia um importante tratamento. Objetivo: O presente estudo tem como objetivo avaliar a capacidade física e a tolerância ao exercício físico de pacientes internados em hospital de alta complexidade com diagnóstico de COVID-19, e que fizeram uso de suporte de O2 durante a internação. Metodologia: Trata-se de um estudo prospectivo e intervencionista incluindo pacientes com idade entre 18 e 90 anos que necessitaram de oxigenoterapia durante hospitalização por COVID-19. O participantes foram submetidos ao Teste do Degrau de 6 minutos (TD6), com análise da saturação periférica de oxigênio (SpO2), frequência cardíaca (FC), pressão arterial (PA) e percepção subjetiva do esforço através da escala de Borg, antes e imediatamente após o teste. Resultados: A amostra foi composta por 31 indivíduos, sendo 18 (58%) do gênero masculino e 13 (42%) do gênero feminino. Ao comparar idade, peso, altura e índice de massa corporal (IMC), as mulheres apresentaram uma média maior em relação à idade, de 52,3 ± 9,4 anos, e ao IMC, com média de 32,7 ± 3,9kg/m². Em relação aos dispositivos de oxigenoterapia utilizados pelos participantes, vinte (64,5%) fizeram uso de cateter nasal (CN) de O2, cinco (16,1%) utilizaram máscara não-reinalante com reservatório de O2 (MNR), cinco (16,1%) necessitaram de cateter nasal de alto fluxo (CNAF), e um (3,2%) utilizou ventilação não invasiva (VNI). A Tabela 1 apresenta os sinais e sintomas avaliados em repouso e imediatamente após o sexto minuto do TD6. Houve um aumento significante da PAM (p=0,02), da FC (p <0,01) e da escala de Borg (p<0,01) após a realização do teste. Evidenciou-se uma queda não significante da SpO2 (p=0,009) no sexto minuto. Os participantes subiram uma média de 77,6 ± 4,8 degraus, e, conforme dados da Tabela 2, houve redução significante (p=0,0005) no número de degraus alcançados quando comparou-se pacientes que suspenderam o teste e aqueles que o finalizaram, com ou sem interrupções. Conclusão: O TD6 se mostrou uma ferramenta útil, de fácil aplicação e baixo custo para avaliar a capacidade física e tolerância ao exercício em pacientes hospitalizados com COVID-19. Tendo em vista a necessidade de retorno às atividades diárias após a alta hospitalar e a importância da continuidade na reabilitação em ambiente ambulatorial, o TD6 se torna um importante dado de avaliação na reabilitação pós-COVID-19. Ressaltamos a necessidade de outros estudos que contribuam com os dados encontrados.
ISSN:2525-5398