Avaliação da capacidade física em pacientes hospitalizados com diagnóstico de Covid-19
Introdução: Em janeiro de 2020 um novo coronavírus (SARS-CoV-2) foi oficialmente identificado na China como causa de um surto de pneumonia viral, denominada de COVID-19. A infecção por SARS-CoV-2 pode gerar um quadro respiratório severo em que se destaca a ocorrência da síndrome respiratória aguda g...
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| Format: | Online |
| Language: | Portuguese |
| Published: |
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
2023
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| Subjects: | |
| Online Access: | https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/simtec/article/view/10202 |
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| Summary: | Introdução: Em janeiro de 2020 um novo coronavírus (SARS-CoV-2) foi oficialmente identificado na China como causa de um surto de pneumonia viral, denominada de COVID-19. A infecção por SARS-CoV-2 pode gerar um quadro respiratório severo em que se destaca a ocorrência da síndrome respiratória aguda grave (SRAG), que possui como principal característica a hipoxemia grave. A hipóxia é uma das principais causadoras de lesões em múltiplos órgãos e morte em pacientes com COVID-19, sendo a oxigenoterapia um importante tratamento. Objetivo: O presente estudo tem como objetivo avaliar a capacidade física e a tolerância ao exercício físico de pacientes internados em hospital de alta complexidade com diagnóstico de COVID-19, e que fizeram uso de suporte de O2 durante a internação. Metodologia: Trata-se de um estudo prospectivo e intervencionista incluindo pacientes com idade entre 18 e 90 anos que necessitaram de oxigenoterapia durante hospitalização por COVID-19. O participantes foram submetidos ao Teste do Degrau de 6 minutos (TD6), com análise da saturação periférica de oxigênio (SpO2), frequência cardíaca (FC), pressão arterial (PA) e percepção subjetiva do esforço através da escala de Borg, antes e imediatamente após o teste. Resultados: A amostra foi composta por 31 indivíduos, sendo 18 (58%) do gênero masculino e 13 (42%) do gênero feminino. Ao comparar idade, peso, altura e índice de massa corporal (IMC), as mulheres apresentaram uma média maior em relação à idade, de 52,3 ± 9,4 anos, e ao IMC, com média de 32,7 ± 3,9kg/m². Em relação aos dispositivos de oxigenoterapia utilizados pelos participantes, vinte (64,5%) fizeram uso de cateter nasal (CN) de O2, cinco (16,1%) utilizaram máscara não-reinalante com reservatório de O2 (MNR), cinco (16,1%) necessitaram de cateter nasal de alto fluxo (CNAF), e um (3,2%) utilizou ventilação não invasiva (VNI). A Tabela 1 apresenta os sinais e sintomas avaliados em repouso e imediatamente após o sexto minuto do TD6. Houve um aumento significante da PAM (p=0,02), da FC (p <0,01) e da escala de Borg (p<0,01) após a realização do teste. Evidenciou-se uma queda não significante da SpO2 (p=0,009) no sexto minuto. Os participantes subiram uma média de 77,6 ± 4,8 degraus, e, conforme dados da Tabela 2, houve redução significante (p=0,0005) no número de degraus alcançados quando comparou-se pacientes que suspenderam o teste e aqueles que o finalizaram, com ou sem interrupções. Conclusão: O TD6 se mostrou uma ferramenta útil, de fácil aplicação e baixo custo para avaliar a capacidade física e tolerância ao exercício em pacientes hospitalizados com COVID-19. Tendo em vista a necessidade de retorno às atividades diárias após a alta hospitalar e a importância da continuidade na reabilitação em ambiente ambulatorial, o TD6 se torna um importante dado de avaliação na reabilitação pós-COVID-19. Ressaltamos a necessidade de outros estudos que contribuam com os dados encontrados. |
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| ISSN: | 2525-5398 |