Estudo da prevalência de infecções bacterianas em animais de laboratório em um período de 5 anos (2005-2009)

Alguns microorganismos podem interferir em resultados experimentais levando a má interpretação dos dados obtidos. Sendo assim, o estabelecimento de um programa de monitoramento sanitário é importante para validar a qualidade, eficiência das barreiras de proteção, procedimentos, promover bem-estar, e...

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Main Authors: Minagawa, Clarice Yukari, Santos, Silvio Rogério Cardozo dos, Moreira, Josélia Cristina de Oliveira, Demolin, Daniele Masselli Rodrigues, Andrade, Lenira Aparecida Guaraldo de, Alves, Delma Pegolo, Gilioli, Rovilson
Format: Online
Language:Portuguese
Published: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) 2016
Subjects:
Online Access:https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/simtec/article/view/10287
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Description
Summary:Alguns microorganismos podem interferir em resultados experimentais levando a má interpretação dos dados obtidos. Sendo assim, o estabelecimento de um programa de monitoramento sanitário é importante para validar a qualidade, eficiência das barreiras de proteção, procedimentos, promover bem-estar, e realizar uma experimentação confiável e reprodutível. Este estudo mostra a frequência de bactérias isoladas em colônias de ratos e camundongos mantidas sob barreiras sanitárias num período de 5 anos. Fezes do ceco foram cultivadas em meios ágar MacConkey, agar NI e ágar Cetrimida. Swabs de traquéia e conjuntiva ocular foram cultivadas em ágar sangue de cavalo 5% para a detecção de Pasteurella sp e outras bactérias do trato respiratório superior. As placas foram incubadas em condições aeróbias a 37o C por 24 a 48 horas e as colônias identificadas por testes bioquímicos. Foram necropsiados 729 camundongos e 431 ratos de diferentes linhagens, submetidos a exames sorológicos para detecção vírus e infecções murinas por Mycoplasma pulmonis e exames parasitológicos. Foram identificadas 17 espécies bacterianas sendo as mais freqüentes Escherichia coli (87%), Staphylococcus sp (82,2%), Pseudomonas aeruginosa (53,3%) e Proteus mirabilis (25,5%). O teste ANOVA (alpha = 5%) indicou uma maior freqüência de S. aureus (22,7%), E. coli (96,8%) em ratos e Staphylococcus sp (89,5%), Klebsiella pneumoniae (5,5%) em camundongos. Neste período observou-se que não houve variação na freqüência de infecções causadas por estes agentes. Estes patógenos podem ser considerados de baixa patogenicidade para animais imunocompetentes, embora alguns possam ser fatais em animais imunodeficientes.
ISSN:2525-5398