Tecer a memória, costurar a vida: manejo artesanal de técnicas de tecelagem do “fuxico” e “pathwork”

Este projeto visa reunir pessoas, coletar experiências e socializar saberes e práticas em questões domésticas de tecelagem artesanal, costura ou confecção manual de trabalhos com retalhos. Ensina como desenvolver habilidades básicas nessa área, desde cortar o tecido, usar a agulha e linha, fazer ali...

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Bibliographic Details
Main Author: Bueno, Maria Aparecida Vaz
Format: Online
Language:Portuguese
Published: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) 2016
Subjects:
Online Access:https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/simtec/article/view/10458
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Description
Summary:Este projeto visa reunir pessoas, coletar experiências e socializar saberes e práticas em questões domésticas de tecelagem artesanal, costura ou confecção manual de trabalhos com retalhos. Ensina como desenvolver habilidades básicas nessa área, desde cortar o tecido, usar a agulha e linha, fazer alinhavos, arremates, desenvolver formas, incentivando a criatividade, e proporcionando potencial espaço de formação e convivência para o desenvolvimento social e pessoal. Os mecanismos de socialização dos grupos são alcançados através de técnicas como “Fuxico” e “Patchwork”. O “fuxico”, de idade secular, tem a sua criação atribuída aos escravos africanos, entretanto, se popularizou no início do século XX. Consiste num pequeno círculo com as extremidades alinhavadas e franzidas que inspiram a criação de pequenos enfeites e adereços até a composição de peças maiores, como colchas. O termo “fuxico” em português é sinônimo de “fofoca” (cochicho) e, segundo o folclore local, ele recebeu este nome uma vez que as mulheres se reuniam para costurar e cochichar sobre a vida alheia. O patchwork é a arte de reunir retalhos que, costurados, formam desenhos. Forma a parte de cima do trabalho. Depois, é feita uma espécie de “sanduíche” de tecidos de três camadas: tampo, enchimento e forro. Esse sanduíche de tecidos é preso por pespontos (quilt). É aconselhável que o aprendiz comece executando pequenos trabalhos como uma almofada ou um caminho de mesa. O momento de socialização promove desenvolvimento, integração e troca de saberes além da aprendizagem.
ISSN:2525-5398