Podemos nos reabilitar profissionalmente após licença médica prolongada?
Ao efetuar o exame de retorno ao trabalho, estive afastada por dois anos do cargo e pude observar o quanto uma situação de retorno ao trabalho após afastamento prolongado fragiliza a essência de um profissional. O Estado da Arte nos processos reabilitatórios exitosos implica no desenvolvimento e exe...
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| Main Author: | |
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| Format: | Online |
| Language: | Portuguese |
| Published: |
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
2016
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| Subjects: | |
| Online Access: | https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/simtec/article/view/10492 |
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| Summary: | Ao efetuar o exame de retorno ao trabalho, estive afastada por dois anos do cargo e pude observar o quanto uma situação de retorno ao trabalho após afastamento prolongado fragiliza a essência de um profissional. O Estado da Arte nos processos reabilitatórios exitosos implica no desenvolvimento e execução de um novo paradigma: “Não reabilitar pessoas com a finalidade de fazê-las retornar ao trabalho, mas fazê-las voltar ao trabalho para reabilitá-las”, mais isso não foi uma conquista fácil para mim que fui lotada em cinco departamentos e mesmo sendo reconhecido o meu mérito no Hospital Dia não me sentia completamente realizada profissionalmente e nem as circunstâncias que vivenciei nesses ambientes eram iguais as que eu tinha vivenciado durante a minha trajetória na Unidade de Transplante Hepático, o que me causava uma profunda tristeza gerando afastamentos periódicos do trabalho para tratamentos com médicos psiquiatras, psicólogos, cardiologista, nefrologista, ginecologista, otorrinolaringologista, endocrinologista, alem de me submeter a diversas pericias na previdência social e varias consultas no serviço de medicina do trabalho. A arte de lidar com o outro, a capacidade empática e intuitiva, o respeito pela diversidade e o saber cuidar do trabalhador que adoeceu é tarefa de equipe multiprofissional que deve obedecer a um regime pleno de trabalho com dedicação integral. O ideal seria proporcionar uma dinâmica mais adequada com oficinas de capacitação profissional onde o efeito de integração obtido através de uma nova perspectiva profissional ativa, onde o resultado é a restauração e resignificação das capacidades perdidas pela vivência da doença. |
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| ISSN: | 2525-5398 |