Funcionalista, determinista e reducionista: o feminismo da reprodução social e seus críticos
A noção de reprodução social articulada pelo feminismo marxista, no interior de uma teoria unitária da opressão de gênero e do capitalismo, foi acusada no passado de ser ou funcionalista ou econômica e biologicamente determinista. Essas acusações baseiam-se em uma incompreensão fundamental das noçõe...
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| Main Author: | |
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| Format: | Online |
| Language: | Portuguese |
| Published: |
Universidade Estadual de Campinas
2018
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| Subjects: | |
| Online Access: | https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/cemarx/article/view/10920 |
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| Summary: | A noção de reprodução social articulada pelo feminismo marxista, no interior de uma teoria unitária da opressão de gênero e do capitalismo, foi acusada no passado de ser ou funcionalista ou econômica e biologicamente determinista. Essas acusações baseiam-se em uma incompreensão fundamental das noções marxistas de produção e de reprodução e de um entendimento reifi cado do que a sociedade capitalista é. Ademais, frequentemente aquelas que criticaram a compreensão feminista marxista de reprodução social não foram capazes de oferecer uma alternativa sólida e acabaram emimpasses teóricos ainda maiores, particularmente exemplifi cados pelas teorias dos sistemas duplos e triplos. No sentido contrário, a noção de reprodução social tem o potencial de evitar esses impasses, enquanto concomitantemente sugere uma perspectiva não-reducionista do modo capitalista de produção: aquele no qual o capital não é considerado como o sujeito de um processo estritamente “econômico”. |
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| ISSN: | 2318-065X |