Validação do processo de criopreservação de células progenitoras hematopoiéticas utilizando dimetilsulfóxido na concentração 5 por cento

Introdução: O dimetilsulfóxido (DMSO) é amplamente utilizado na criopreservação de células progenitoras hematopoiéticas (CPH) para transplante de medula óssea devido a sua comprovada eficácia como crioprotetor. Entretanto, sua toxicidade pode causar efeitos adversos, especialmente se grandes quantid...

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Main Authors: Frizzo, Andréa, Alves, Suiellen Carvalho Reis, Aguiari, Alexandra Greco, Pereira, Fabrício Bíscaro, Martins, Sandra de Andrade Sousa, Benites, Bruno Deltreggia
Format: Online
Language:Portuguese
Published: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) 2024
Subjects:
Online Access:https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/simtec/article/view/11162
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Description
Summary:Introdução: O dimetilsulfóxido (DMSO) é amplamente utilizado na criopreservação de células progenitoras hematopoiéticas (CPH) para transplante de medula óssea devido a sua comprovada eficácia como crioprotetor. Entretanto, sua toxicidade pode causar efeitos adversos, especialmente se grandes quantidades são infundidas em pacientes pequenos, tornando interessante sempre que possível diminuir o volume utilizado. Objetivo: Avaliar o impacto na viabilidade das células CD34 positivas criopreservadas utilizando DMSO a 5 por cento para fundamentar a mudança da técnica utilizada na concentração de 10 por cento. Metodologia: As coletas de CPH foram processadas e criopreservadas conforme técnica padronizada do laboratório ajustando-se os volumes finais à concentração de 5 por cento de DMSO. Após período mínimo de sete dias de armazenamento, foi realizado ensaio de viabilidade em 7-AAD por citometria de fluxo. Foi estabelecido como critério de aceitação a viabilidade média das células CD34 positivas pós-descongelamento maior ou igual 85 por cento. Resultados: A viabilidade média das células CD34 positivas foi 93,17 por cento. Foram realizados 15 transplantes utilizando as células do estudo. O tempo médio de pega esteve dentro da normalidade e houve apenas quatro reações adversas leves. Conclusão: A concentração de DMSO em 5 por cento não impactou negativamente na viabilidade das células nem no tempo de pega da enxertia, tampouco houve notificações de toxicidade relacionadas ao DMSO nos casos transplantados. Outro impacto positivo foi a redução de custos, visto que o DMSO é um dos insumos que mais encarecem o transplante de medula óssea. Assim, a metodologia foi validada para uso na rotina.
ISSN:2525-5398