Quais fatores podem influenciar a extubação de pacientes com traumatismo craniencefálico grave?

Introdução: Traumatismo craniencefálico (TCE) é uma preocupação global de saúde pública e, em casos graves, a ventilação mecânica (VM) é necessária. O processo de extubação de pacientes com TCE é desafiador e há necessidade de mais estudos sobre o assunto. Objetivo: Analisar quais fatores influencia...

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Main Authors: Faez, Daniela Cristina dos Santos, Sibinelli, Melissa, Bernardi, Juliana Tavares Neves, Ratti, Ligia dos Santos Roceto, Tonella, Rodrigo, Pinto, Vania Graner Silva, Carvalho, Evelainy, Orsi, Daniela, Guimarães, João, Falcão, Antonio Luis Eiras
Format: Online
Language:Portuguese
Published: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) 2024
Subjects:
Online Access:https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/simtec/article/view/11416
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Description
Summary:Introdução: Traumatismo craniencefálico (TCE) é uma preocupação global de saúde pública e, em casos graves, a ventilação mecânica (VM) é necessária. O processo de extubação de pacientes com TCE é desafiador e há necessidade de mais estudos sobre o assunto. Objetivo: Analisar quais fatores influenciam a extubação do paciente com TCE grave. Metodologia: Estudo retrospectivo de dados do banco de dados anonimizado de registro contínuo da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um Hospital Universitário. Coletados dados clínicos, tomográficos e ventilatórios. Resultados: Incluídos 188 pacientes. Destes, 28,72% foram extubados com sucesso, 1,59% extubados, reintubados e traqueostomizados, 48,40% traqueostomizados direto e 21,27% evoluíram a óbito sem tentativa de desmame. Os pacientes com classificação tomográfica de Marshall (CTM) tipos I e II apresentaram maiores taxas de extubação (p=0,0001) e menor tempo de VM (p=0,0144) em relação aos pacientes com CTM tipo III e IV. Na análise de regressão logística obteve-se o modelo preditor para extubação composto por CTM (p menor que 0,0001) e escore APACHE II (p menor que 0,0001), e, o modelo preditor para sucesso do desmame ventilatório, composto por idade (p=0,0001), CTM (p menor que 0,0001), escore SOFA (p menor que 0,0001) e realização de neurocirurgia (p=0,0013). Conclusão: A CTM, em conjunto com o escore APACHE II, resultou em modelo preditor para avaliação da viabilidade de extubação eletiva de pacientes com TCE grave, e, a combinação da CTM com a idade, escore SOFA e realização de neurocirurgia resultou em um modelo preditor para sucesso do desmame ventilatório.
ISSN:2525-5398