Perfil clínico e epidemiológico e reorganização do serviço para atendimento dos casos de dengue de uma comunidade universitária

Introdução: A dengue, arbovirose transmitida pela fêmea do mosquito Aedes aegypti, é uma doença infecciosa febril aguda que pode variar de sintomas leves a manifestações graves¹. Nesse contexto, a Atenção Primária desempenha um papel fundamental no enfrentamento dessa doença². Objetivo: Descrever as...

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Main Authors: Pereira, Mayara de Freitas, Trevisane, Rôse Clélia Grion, Taninaga, Edite Kazue, Guerreiro, Inajara de Cássia, Bertan, Hamilton, Pagamicce, Leila Tássia, Pavan, Maria Helena Postal, Almeida, Victor Leal de
Format: Online
Language:Portuguese
Published: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) 2024
Subjects:
Online Access:https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/simtec/article/view/11525
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Description
Summary:Introdução: A dengue, arbovirose transmitida pela fêmea do mosquito Aedes aegypti, é uma doença infecciosa febril aguda que pode variar de sintomas leves a manifestações graves¹. Nesse contexto, a Atenção Primária desempenha um papel fundamental no enfrentamento dessa doença². Objetivo: Descrever as características clínicas, epidemiológicas e laboratoriais dos casos de dengue notificados e a reorganização de um serviço de saúde da UNICAMP. Método: Relato de experiência, com estudo descritivo exploratório da reestruturação do serviço para o enfrentamento da epidemia de dengue em uma comunidade universitária em 2024. Os dados foram extraídos da planilha Excel do Núcleo de Vigilância Epidemiológica do serviços até a 36ª semana epidemiológica. Resultados: Dentre os 1.404 casos analisados, 72,72% foram confirmados, 527 do sexo de nascimento feminino; maior ocorrência dos 20 a 29 anos (46,32%); 63,95% eram alunos e 32,81% funcionários³. Dentre 757 casos analisados com o teste rápido DUO-NS1/IgM/IgG,  30,38% apresentaram resultado reagente NS1/IgM³. Os sintomas prevalentes foram cefaleia (88,17%), mialgia (86,53%) e febre (80,76%)³. Os exames laboratoriais mostraram que 35,18% apresentaram leucopenia e 29,27%, plaquetopenia³. Todos os casos positivos evoluíram para cura³. Foi criada uma agenda médica para consultas de retorno até a melhora clínica daqueles com diagnóstico de dengue. Conclusão:  Os dados mostram um aumento de 1.950% dos casos de dengue comparado ao ano anterior. Além da suspeição adequada e estadiamento da doença, a capacidade de reorganização do serviço proporcionou assistência focada contribuindo para evolução favorável da doença. 
ISSN:2525-5398