Reestruturação de fluxo de atendimento à interrupção legal resultante de violência sexual no Hospital da Mulher Prof. Dr. José Aristodemo Pinotti – CAISM|UNICAMP

Introdução: A gravidez resultante de estupro representa um agravamento da violência sexual, impondo às vítimas limitações de ordem psicológica, emocional, física e social. O acesso à interrupção legal da gestação, embora respaldado pela Lei, enfrenta obstáculos como julgamentos morais, resistência d...

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Main Authors: Santos, Mariana Gonçales Gerzeli, Alves, Andia Cleia, Fernandes, Arlete Maria dos Santos, Guida , José Paulo de Siqueira, Azevedo, Renata Cruz Soares de, Campos, Alminda Del Corsi Furtado de, Teixeira, Ana Luiza, Daólio, Bárbara Regina, Mendonça, Carmen Silvia, Ferreira, Cristhiane, Souza, Edinaura Pereira de, Albaracin, Gabriela Cattel, Valente, Isabella Salvetti, Santos, Laise Poterio dos, Alves, Lucia Helena, Fatobeni, Marcia Mary Moraes, Balista, Maria Jandira, Belluomini, Renata Telles Piva, Martins, Robson Henrique Rossi, Jorge, Simone Stranghetti, Barbutti, Solange Aparecida, Oliveira, Vanda de Fatima Fulgencio de
Format: Online
Language:Portuguese
Published: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) 2024
Subjects:
Online Access:https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/simtec/article/view/11613
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Description
Summary:Introdução: A gravidez resultante de estupro representa um agravamento da violência sexual, impondo às vítimas limitações de ordem psicológica, emocional, física e social. O acesso à interrupção legal da gestação, embora respaldado pela Lei, enfrenta obstáculos como julgamentos morais, resistência de profissionais de saúde e a ineficiência dos fluxos de atendimento. A falta de protocolos eficientes nos serviços de saúde dificulta o acesso a esse direito, impactando negativamente a saúde mental das mulheres. Objetivo: Aprimorar o protocolo de atendimento às vítimas de violência sexual com gravidez resultante de estupro, no CAISM, para garantir um atendimento humanizado, eficiente e integral. Metodologia: Foram analisados os fluxos de atendimento às vítimas de violência sexual com gravidez, identificados pontos críticos, necessidades de melhoria e implementadas alterações no protocolo, com a criação de novo fluxo de atendimento pela equipe multidisciplinar. Resultados: As alterações no protocolo de atendimento resultaram em um processo mais fluido e eficiente, proporcionando às mulheres um acolhimento mais humanizado. A organização do fluxo de atendimento, com a integração direta dos setores envolvidos, facilitou o acesso das vítimas e agilizou os procedimentos. Conclusão: A implementação de um protocolo de atendimento específico e eficiente é fundamental para garantir o acesso ao direito à interrupção legal para as vítimas de violência sexual com gravidez resultante de estupro. Esse protocolo possibilita um atendimento humanizado, em espaço seguro e sigiloso, elementos essenciais para a recuperação das vítimas. É necessário investir em capacitação profissional e na criação de protocolos claros e eficientes para o atendimento a essa população.
ISSN:2525-5398