A marca do negro: jornal impresso e livro didático
Quando se observa a narrativa imagética de negro-mestiços publicada por jornais impressos de grande circulação, encontra-se um forte eco a diversas frases preconceituosas que marcam o cotidiano brasileiro. Diz-se a boca miúda: Negro sofre. Porta de entrada de negro é pela cozinha. O negro j...
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| Main Authors: | , |
|---|---|
| Format: | Online |
| Language: | Portuguese |
| Published: |
Universidade Estadual de Campinas
2019
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| Subjects: | |
| Online Access: | https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/studium/article/view/11787 |
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| Summary: | Quando se observa a narrativa imagética de negro-mestiços publicada por jornais impressos de grande circulação, encontra-se um forte eco a diversas frases preconceituosas que marcam o cotidiano brasileiro. Diz-se a boca miúda: Negro sofre. Porta de entrada de negro é pela cozinha. O negro joga bem demais! A crioula sabe ser boazuda. Fulano é preto, mas trabalha direitinho. Só preto dá conta do recado na roça. Ginga de negro é coisa de outro mundo. Preto é mais esperto pro crime. As fotografias de jornais freqüentemente corroboram essas falas de tons racistas repetidas em incontáveis variações por todo o país. Lidas com toda "naturalidade", tais narrativas iconográficas têm imensa visibilidade, participando ativamente dos processos através dos quais a sociedade se apresenta e, ao mesmo tempo, se constitui. |
|---|---|
| ISSN: | 1519-4388 |