A sonhada perenidade no dito acordo provisório bilateral entre santa sé e república popular da China: uma reconstrução de pontes que perpassa abstração e concretude
No dia 22 de setembro de 2018, em Beijing, durante uma reunião entre o Monsenhor Antoine Camilleri, Subsecretário para as Relações da Santa Sé com os Estados, e Wang Chao, Vice Ministro dos Negócios Estrangeiros da República Popular da China (RPC), respectivamente Chefes das Delegações da Santa Sé e...
Saved in:
| Main Author: | |
|---|---|
| Format: | Online |
| Language: | Portuguese |
| Published: |
Universidade Estadual de Campinas
2024
|
| Subjects: | |
| Online Access: | https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/chinabrasil/article/view/11876 |
| Tags: |
Add Tag
No Tags, Be the first to tag this record!
|
| Summary: | No dia 22 de setembro de 2018, em Beijing, durante uma reunião entre o Monsenhor Antoine Camilleri, Subsecretário para as Relações da Santa Sé com os Estados, e Wang Chao, Vice Ministro dos Negócios Estrangeiros da República Popular da China (RPC), respectivamente Chefes das Delegações da Santa Sé e da China, foi assinado o chamado Acordo Provisório Sobre Nomeações Episcopais na China, questão que já vinha há décadas se demonstrando central na continuidade do aprofundamento das relações entre o governo chinês e o papado. A extrema confidencialidade desejada pela Santa Sé e pela China sobre o acordo por elas firmado não impede que sejam captados alguns aspectos relevantes dele, levando em consideração, de modo particular, seu contexto. É importante destacar que as partes signatárias são dois sujeitos de Direito Internacional, independentemente do reconhecimento formal mútuo e do estabelecimento de plenas relações diplomáticas entre elas, que, no fundo, parece ser a meta do processo iniciado formalmente pelo documento. O entendimento alcançado versa sobre a nomeação dos Bispos. No momento, nada mais se sabe sobre o conteúdo. Mas pode-se deduzir que essas nomeações dependem do consenso sobre os candidatos das duas autoridades soberanas, a RPC e a Santa Sé, sendo reservada ao Pontífice a última palavra, como afirmado pelo próprio Papa Francisco. Este trabalho se propõe a debater a política externa da Santa Sé para a China no século XXI, sendo marcada por um esforço significativo, de ambos os lados, para superar as tensões históricas e construir uma relação mais estável e cooperativa. Historicamente, as relações entre os dois entes passaram por períodos de colaboração e conflito, com desafios particularmente decorrentes das diferenças entre o sistema político comunista da China moderna e a estrutura eclesiástica da Igreja Católica. Através de análise de conteúdo capaz de facilitar a decodificação dos numerosos materiais que cercam o tema, especialmente em caráter especulativo, pretende-se demonstrar a relevância das duas lideranças hodiernas — Papa Francisco, como pioneiro advindo do Sul Global no cargo, e Xi Jinping — em seus Estados neste processo de aproximação cautelosa, mas esperançosa. |
|---|---|
| ISSN: | 2675-309X |