Tamanho importa?
O que aconteceu com a intimidade fotográfica? Não a representação de intimidade na fotografia, mas a intimidade que existia entre o espectador e a fotografia, a intimidade da experiência fotográfica? Tamanho tem algo a ver com isso, porque estamos atualmente vivendo na era da fotografia de grande fo...
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| Main Authors: | , |
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| Format: | Online |
| Language: | Portuguese |
| Published: |
Universidade Estadual de Campinas
2006
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| Subjects: | |
| Online Access: | https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/studium/article/view/12244 |
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| Summary: | O que aconteceu com a intimidade fotográfica? Não a representação de intimidade na fotografia, mas a intimidade que existia entre o espectador e a fotografia, a intimidade da experiência fotográfica? Tamanho tem algo a ver com isso, porque estamos atualmente vivendo na era da fotografia de grande formato. Ou, melhor dizendo, de enorme formato. Exposições recentes de obras de Richard Avedon, Thomas Struth e Andreas Gursky apresentam, galeria após galeria, impressões fotográficas enormes, e a sua experiência pode ser poderosa. Falamos aqui de fotografias do tamanho de pinturas históricas do século XIX, ou, como termo de comparação mais recente e apropriado, telas do Impressionismo Abstrato [americano] das décadas de 1940 e 1950. Como elas, essas fotografias ocupam a visão periférica assim como a central, nos absorvendo dentro de seus padrões detalhados e superfícies coloridas e pastosas. Suas proporções nos forçam a nos afastarmos para percebe-las em sua totalidade (não é coincidência que os espaços das galerias modernas abandonaram o interior doméstico como modelo e adotaram a escala e estética antisséptica de showrooms e depósitos). No entanto, quando nos distanciamos o suficiente para ver a imagem como um todo, perdemos a habilidade de ver detalhes que essas fotografias enormes prometem nos proporcionar. |
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| ISSN: | 1519-4388 |