A aura de veracidade: ética e metafísica no fotojornalismo

Este artigo faz parte de uma polêmica que se gerou em torno da 6ª Bienal de Fotojornalismo, no México, em 2005. As Bienais de Fotojornalismo no México costumeiramente produzem discussões, mas desta vez estas foram particularmente ferozes, e vários fotojornalistas retiraram suas obras em protesto à d...

Full description

Saved in:
Bibliographic Details
Main Authors: John Mraz, Llangostera, Enric
Format: Online
Language:Portuguese
Published: Universidade Estadual de Campinas 2006
Subjects:
Online Access:https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/studium/article/view/12250
Tags: Add Tag
No Tags, Be the first to tag this record!
Description
Summary:Este artigo faz parte de uma polêmica que se gerou em torno da 6ª Bienal de Fotojornalismo, no México, em 2005. As Bienais de Fotojornalismo no México costumeiramente produzem discussões, mas desta vez estas foram particularmente ferozes, e vários fotojornalistas retiraram suas obras em protesto à decisão dos jurados de premiar um ensaio fotográfico que continha imagens, de acordo com eles, posadas e até plagiadas. Para os fotojornalistas dissidentes, não é ético dirigir uma cena ou mostrar as influências de outras fotografias. Neste artigo argumenta-se que o problema não é tanto uma questão de ética, mas sim de metafísica. São examinadas as crenças que temos sobre a fotografia documental e analisa-se o espaço existente nos diferentes gêneros do fotojornalismo para a direção de cenas. A análise está baseada na observação de fotografias clássicas como a do "Miliciano no momento de sua morte" por Robert Capa e as realizadas por Ruth Orkin e Nacho López dos homens que dizem cantadas às mulheres na rua. Ademais, o argumento constrói-se com base nas idéias de fotojornalistas como Henri Cartier-Bresson e de pensadores como Roland Barthes e Edmundo Desnoes.
ISSN:1519-4388