Advento fotográfico : marca epistemológica da temporalidade moderna

Em 19 de agosto de 1839, o “messias” apresentou sua profecia. Tratava-se de evento memorável no Palácio do Instituto da França, uma sessão solene da Academia de Ciências e Belas Artes de Paris, em que dezenas de homens cultos acomodavam-se em cadeiras de couro e ouviam a apresentação de Lou...

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Bibliographic Details
Main Author: Sanz, Cláudia Linhares
Format: Online
Language:Portuguese
Published: Universidade Estadual de Campinas 2006
Subjects:
Online Access:https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/studium/article/view/12341
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Description
Summary:Em 19 de agosto de 1839, o “messias” apresentou sua profecia. Tratava-se de evento memorável no Palácio do Instituto da França, uma sessão solene da Academia de Ciências e Belas Artes de Paris, em que dezenas de homens cultos acomodavam-se em cadeiras de couro e ouviam a apresentação de Louis Jacques Mande Daguerre. A divulgação oficial do invento representava o encerramento de um processo árduo de negociações entre Daguerre, o renomado deputado François Arago, o Ministério do Interior e a Câmara. Como fazem os cicerones – tomados de certo orgulho próprio e vaidade – Arago oferecia ao domínio público a magnífica invenção do amigo Daguerre, tornando-a, enfim, objeto de patente do governo francês e marcando o início da popularização de uma prática que se tornaria, muito em breve, absoluta febre moderna.
ISSN:1519-4388