Caderno meu cu
“Como organizar o conhecimento sensível sem perder a poesia?” Essa é a questão pulsante dentro de mim a todo instante. Ao tentar alinhavar o processo de criação com a teoria, descobri que ambos eram, no caso de uma pesquisa de doutorado em processos criativos, da mesma ordem e deveriam, sim, forma...
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| Autor principal: | |
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| Formato: | Online |
| Lenguaje: | portugués |
| Publicado: |
Universidade Estadual de Campinas
2016
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| Materias: | |
| Acceso en línea: | https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/studium/article/view/12556 |
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| Sumario: | “Como organizar o conhecimento sensível sem perder a poesia?” Essa é a questão pulsante dentro de mim a todo instante. Ao tentar alinhavar o processo de criação com a teoria, descobri que ambos eram, no caso de uma pesquisa de doutorado em processos criativos, da mesma ordem e deveriam, sim, formar-se mutuamente. Assim nasceu a tese intitulada A fotografia em quatro atos: narrativas improváveis sobre a imagem e sua feitura, dentro da qual está o capítulo intitulado “Caderno Meu Cu”. Este caderno se constrói como um conto onde o diálogo existente é entre uma pessoa que perde o ânus durante uma cirurgia e outro personagem de nome Dédalo. O texto narra as aventuras sexuais e reflexivas desse casal no percurso da criação das páginas do trabalho. Para refletir sobre essa produção artística buscou-se em Pareyson a compreensão sobre sua estética no que diz respeito ao fazer, assim como no tocante à novidade. Tendo Bataille como grande inspiração, chamou-se Sontag com um texto sobre “A imaginação pornográfica” para dialogar com ele a respeito do trabalho. Neste artigo, assim como no capítulo da tese, as interlocuções com os autores são bastante livres. Há alguns trechos cujas descrições são da ordem da literatura, mas foram mantidas por se apresentarem importantes na construção do trabalho.
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| ISSN: | 1519-4388 |