Diante da sombra : a ficção como forma sintomática de teoria
Nossas primeiras imagens habitavam lugares sombrios – as cavernas, os túmulos, os templos – e davam corporeidade a uma dimensão obscura e distante da realidade – o mundo dos mortos, dos deuses, e uma natureza repleta de causalidades sutis. O processo civilizatório substitui o pensamento mágico por...
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| Main Author: | |
|---|---|
| Format: | Online |
| Language: | Portuguese |
| Published: |
Universidade Estadual de Campinas
2018
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| Subjects: | |
| Online Access: | https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/studium/article/view/12613 |
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| author | Entler, Ronaldo |
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Nossas primeiras imagens habitavam lugares sombrios – as cavernas, os túmulos, os templos – e davam corporeidade a uma dimensão obscura e distante da realidade – o mundo dos mortos, dos deuses, e uma natureza repleta de causalidades sutis. O processo civilizatório substitui o pensamento mágico por uma mentalidade científica, mas não consegue eliminar todos os traços dessa origem. Na outra ponta dessa história, a fotografia surge como produto da racionalidade moderna e inaugura a noção de imagem técnica. Mas, ao acolher nossos rituais afetivos mais intensos e cotidianos, abre espaço para manifestações de um pathos das linguagens que foi recalcado pela cultura. Atravessada por crenças e desejos, vai muito além de um “querer de dizer”: ela é também sintoma, espaço de transbordamento de sentidos que nem sempre nossas estratégias de comunicação são capazes de depurar. Nesses casos, as imagens são mais do que uma tela em que a expressão de um autor ou de um tempo pode ser lida. Ela é uma pele onde as cicatrizes da história ainda latejam. Como um prólogo estendido, este artigo apresenta os pressupostos que movem o livro “Diante da Sombra”, série de textos ficcionais que a fotografia como protagonista. Esses contos exploram o que persiste de sombra nessa escrita da luz. Publicamos um conto do livro junto com o artigo.
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| spelling | ojs-article-126132025-07-07T16:15:29Z Diante da sombra : a ficção como forma sintomática de teoria Entler, Ronaldo Fotografia Pensamentos mágicos Escrita ficcional. Nossas primeiras imagens habitavam lugares sombrios – as cavernas, os túmulos, os templos – e davam corporeidade a uma dimensão obscura e distante da realidade – o mundo dos mortos, dos deuses, e uma natureza repleta de causalidades sutis. O processo civilizatório substitui o pensamento mágico por uma mentalidade científica, mas não consegue eliminar todos os traços dessa origem. Na outra ponta dessa história, a fotografia surge como produto da racionalidade moderna e inaugura a noção de imagem técnica. Mas, ao acolher nossos rituais afetivos mais intensos e cotidianos, abre espaço para manifestações de um pathos das linguagens que foi recalcado pela cultura. Atravessada por crenças e desejos, vai muito além de um “querer de dizer”: ela é também sintoma, espaço de transbordamento de sentidos que nem sempre nossas estratégias de comunicação são capazes de depurar. Nesses casos, as imagens são mais do que uma tela em que a expressão de um autor ou de um tempo pode ser lida. Ela é uma pele onde as cicatrizes da história ainda latejam. Como um prólogo estendido, este artigo apresenta os pressupostos que movem o livro “Diante da Sombra”, série de textos ficcionais que a fotografia como protagonista. Esses contos exploram o que persiste de sombra nessa escrita da luz. Publicamos um conto do livro junto com o artigo. Universidade Estadual de Campinas 2018-12-31 info:eu-repo/semantics/article info:eu-repo/semantics/publishedVersion Artigo avaliado pelos Pares Texto application/pdf https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/studium/article/view/12613 Studium; n. 40 (2018); 211-228 1519-4388 por https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/studium/article/view/12613/7987 Brasil; Contemporâneo Copyright (c) 2018 Studium https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 |
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