A medicalização no sistema de saúde mental brasileiro no contexto da reforma psiquiátrica

Ao final da ditadura civil­-militar brasileira, ergueram­-se no Brasil diversos movimentos reivindicando melhorias e reformas no sistema de saúde brasileiro. Na saúde mental, o Movimento da Luta Antimanicomial pautou o fechamento dos manicômios e o tratamento dos doentes na comunidade. As primeiras...

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Main Authors: Moretti, Victor Gomes, Campos, Rosana Teresa Onocko
Format: Online
Language:Portuguese
Published: Universidade Estadual de Campinas 2019
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Online Access:https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/pibic/article/view/1338
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Description
Summary:Ao final da ditadura civil­-militar brasileira, ergueram­-se no Brasil diversos movimentos reivindicando melhorias e reformas no sistema de saúde brasileiro. Na saúde mental, o Movimento da Luta Antimanicomial pautou o fechamento dos manicômios e o tratamento dos doentes na comunidade. As primeiras experiências do novo modelo foram levadas a cabo em São Paulo e em Santos, dois modelos diferentes que contribuíram para o modelo atual. Após décadas da Reforma Psiquiátrica Brasileira, hoje o sistema de saúde mental encontra inúmeras dificuldades em sua estruturação e na efetivação dos princípios da Reforma. Cerca de um quarto dos pacientes usuários de UBS’s fazem uso de psicofármacos, e muitos fazem uso prolongado dos medicamentos, ainda que estudos mostrem a baixa eficácia dessa abordagem. Isso mostra uma mudança no paradigma do tratamento em saúde mental: antes, os doentes eram enclausurados, hoje permanecem presos aos medicamentos. Neste estudo, buscamos entender como se deu a mudança do paradigma da assistência à saúde mental no Brasil e o papel da medicalização no novo modelo, para então analisar os limites da Reforma Psiquiátrica Brasileira.
ISSN:2596-1969