Indigenous cosmopolitics in the Andes: conceptual reflections beyond “politics”
In Latin America, the policy practiced by indigenous peoples has been classified as “ethnic politics”. Their activism is interpreted as a matter of making cultural rights prevail. But what if “culture” is an insufficient, and even inadequate, notion to think about the challenge that indigenous polit...
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| Main Author: | |
|---|---|
| Format: | Online |
| Language: | Portuguese |
| Published: |
Universidade Estadual de Campinas
2020
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| Subjects: | |
| Online Access: | https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/maloca/article/view/13404 |
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| author | de la Cadena, Marisol de la Cadena, Marisol de la Cadena, Marisol |
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| author_sort | de la Cadena, Marisol |
| collection | Portal da Incubadora de Periódicos Científicos, Acadêmicos e Educacionais |
| container_reference | Maloca: Revista de Estudos Indígenas; Vol. 2 (2019): Publicação Contínua - Temática: Constitucionalismos; e019011 |
| description | In Latin America, the policy practiced by indigenous peoples has been classified as “ethnic politics”. Their activism is interpreted as a matter of making cultural rights prevail. But what if “culture” is an insufficient, and even inadequate, notion to think about the challenge that indigenous politics represents? Inspired by recent political events in Peru - and, to a lesser extent, Ecuador and Bolivia - in which the indigenous-popular movement has evoked sentient entities (mountains, water and land - what we call “nature”) into the interior of the sphere of public policy, the argument of this essay has three dimensions. First, indigeneity, as a historical formation, exceeds the usual notion of politics, that is, an arena populated by rational human beings vying for the power to represent other humans before the State. Second, the current political emergence of indigeneity - in opposition anti-mining movements in Peru and Ecuador, but also in commemorative events in Bolivia - challenges the separation between nature and culture that supports the prevailing notion of politics and its corresponding social contract. Third, in addition to “ethnic politics”, current indigenous movements propose a different political practice, plural not because it is promoted by bodies marked by gender, race, ethnicity or sexuality (as multiculturalism would understand), but because they evoke non-humans as actors in political arena. |
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| institution | Universidade Estadual de Campinas |
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| publishDate | 2020 |
| publisher | Universidade Estadual de Campinas |
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Inspired by recent political events in Peru - and, to a lesser extent, Ecuador and Bolivia - in which the indigenous-popular movement has evoked sentient entities (mountains, water and land - what we call “nature”) into the interior of the sphere of public policy, the argument of this essay has three dimensions. First, indigeneity, as a historical formation, exceeds the usual notion of politics, that is, an arena populated by rational human beings vying for the power to represent other humans before the State. Second, the current political emergence of indigeneity - in opposition anti-mining movements in Peru and Ecuador, but also in commemorative events in Bolivia - challenges the separation between nature and culture that supports the prevailing notion of politics and its corresponding social contract. Third, in addition to “ethnic politics”, current indigenous movements propose a different political practice, plural not because it is promoted by bodies marked by gender, race, ethnicity or sexuality (as multiculturalism would understand), but because they evoke non-humans as actors in political arena. Na América Latina, a política praticada pelos povos indígenas tem sido classificada como “política étnica”. Seu ativismo é interpretado como uma questão de fazer prevalecer direitos culturais. Mas e se “cultura” for uma noção insuficiente, e até mesmo inadequada, para pensar o desafio que a política indígena representa? Inspirado nos eventos políticos recentes no Peru — e, em menor medida, no Equador e na Bolívia — em que o movimento indígena-popular tem evocado entidades sencientes (montanhas, água e terra — aquilo que chamamos de “natureza”) para o interior da esfera da política pública, o argumento deste ensaio possui três dimensões. Primeiro, a indigeneidade, como uma formação histórica, excede a noção usual de política, isto é, uma arena povoada de seres humanos racionais disputando o poder de representar outros humanos frente ao Estado. Segundo, a atual emergência política da indigeneidade — nos movimentos de oposição antimineração no Peru e no Equador, mas também em eventos comemorativos na Bolívia — desafia a separação entre natureza e cultura que sustenta a noção predominante de política e seu contrato social correspondente. Terceiro, para além da “política étnica”, os movimentos indígenas atuais propõem uma prática política diferente, plural não porque promovida por corpos marcados por gênero, raça, etnicidade ou sexualidade (como o multiculturalismo entenderia), mas porque evocam não humanos como atores na arena política. Na América Latina, a política praticada pelos povos indígenas tem sido classificada como “política étnica”. Seu ativismo é interpretado como uma questão de fazer prevalecer direitos culturais. Mas e se “cultura” for uma noção insuficiente, e até mesmo inadequada, para pensar o desafio que a política indígena representa? Inspirado nos eventos políticos recentes no Peru — e, em menor medida, no Equador e na Bolívia — em que o movimento indígena-popular tem evocado entidades sencientes (montanhas, água e terra — aquilo que chamamos de “natureza”) para o interior da esfera da política pública, o argumento deste ensaio possui três dimensões. Primeiro, a indigeneidade, como uma formação histórica, excede a noção usual de política, isto é, uma arena povoada de seres humanos racionais disputando o poder de representar outros humanos frente ao Estado. Segundo, a atual emergência política da indigeneidade — nos movimentos de oposição antimineração no Peru e no Equador, mas também em eventos comemorativos na Bolívia — desafia a separação entre natureza e cultura que sustenta a noção predominante de política e seu contrato social correspondente. Terceiro, para além da “política étnica”, os movimentos indígenas atuais propõem uma prática política diferente, plural não porque promovida por corpos marcados por gênero, raça, etnicidade ou sexualidade (como o multiculturalismo entenderia), mas porque evocam não humanos como atores na arena política. Universidade Estadual de Campinas 2020-11-23 info:eu-repo/semantics/article info:eu-repo/semantics/publishedVersion Texto Text Texto application/pdf https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/maloca/article/view/13404 10.20396/maloca.v2i.13404 Maloca: Revista de Estudos Indígenas; Vol. 2 (2019): Publicação Contínua - Temática: Constitucionalismos; e019011 Maloca: Revista de Estudos Indígenas; Vol. 2 (2019): Publicação Contínua ; e019011 Maloca: Revista de Estudos Indígenas; v. 2 (2019): Publicação Contínua ; e019011 2675-3111 por https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/maloca/article/view/13404/8782 Brazil; 2019 Brasil; 2019 Brasil; 2019 Copyright (c) 2019 Marisol de la Cadena https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 |
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