O Diabo, a serpente, e outras faces etnológicas na obra de Karl Marx

Além dos próprios Cadernos Etnológicos de Karl Marx é possí-vel identificar uma série de aspectos na obra desse teórico revolucio-nário que tangenciam as dimensões daquilo que ficou conhecido como “etnologia”. O propósito deste artigo é examinar um deles: amparado pela obra de Marx pretende-se explo...

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Bibliographic Details
Main Author: Álvares, Lucas Parreira
Format: Online
Language:Portuguese
Published: Universidade Estadual de Campinas 2021
Subjects:
Online Access:https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/cemarx/article/view/15156
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Description
Summary:Além dos próprios Cadernos Etnológicos de Karl Marx é possí-vel identificar uma série de aspectos na obra desse teórico revolucio-nário que tangenciam as dimensões daquilo que ficou conhecido como “etnologia”. O propósito deste artigo é examinar um deles: amparado pela obra de Marx pretende-se explorar o dito “mito originário do capitalismo”. Como recurso estilístico para elucidar criticamente a acumulação originária de capital, Marx se utilizou do pecado original da mitologia judaico-cristã, episódio em que o Diabo apareceu a Adão e Eva sob a forma de uma Serpente e lançou ao mundo a maldição aos homens através do trabalho. Além do mito judaico-cristão, O Diabo e a Serpente são também imagens constitutivas da sociabili-dade de diversos povos e comunidades tradicionais, e este artigo buscará evidenciar as conexões íntimas entre a acumulação originária e as metafísicas do capitalismo.
ISSN:2318-065X