Violência e/ou não-violência no sucesso do Movimento dos Direitos Civis: o nexo Malcom X-Martin Luther King Jr.

Os protestos de massas não-violentos são com frequência considerados como os principais responsáveis pelas duas grandes conquistas legislativas, meio século atrás, do Movimento dos Direitos Civis: o Civil Rights Act (CRA), em 1964, e o Voting Rights Act (VRA), de 1965. Nesse artigo, argumento que é...

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Bibliographic Details
Main Author: Nimtz, August
Format: Online
Language:Portuguese
Published: Universidade Estadual de Campinas 2021
Subjects:
Online Access:https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/cemarx/article/view/15897
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Description
Summary:Os protestos de massas não-violentos são com frequência considerados como os principais responsáveis pelas duas grandes conquistas legislativas, meio século atrás, do Movimento dos Direitos Civis: o Civil Rights Act (CRA), em 1964, e o Voting Rights Act (VRA), de 1965. Nesse artigo, argumento que é a combinação desse percurso e a ameaça de violência por parte dos afro-americanos que explicam integralmente essas duas vitórias. Uma leitura mais próxima dos textos e das ações de Martin Luther King Jr. e de Malcolm X é indispensável para o meu argumento. As evidências documentais também apontam de maneira convincente nesse sentido, no caso do CRA, a proposta feita pelo governo de John F. Kennedy (JFK) e a aprovação no Congresso. No caso do VRA, as evidências são mais circunstanciais, mas ainda assim convincentes, acerca da proposta feita pelo governo de Lyndon B. Johnson (LBJ) e a aprovação pelo Congresso. As evidências revelam que para a ameaça de violência ter sido verossímil, foi necessário violência real, como os eventos em Birmingham, Alabama, demonstraram. Tal violência, os “longos verões quentes” dos anos 1960, que começaram em Birmingham, provavelmente auxiliaram e facilitaram ganhos subsequentes nos direitos civis – uma história que tem lições potenciais para as lutas de hoje por igualdade social.
ISSN:2318-065X