Pensar e existir, em tempos de resistir
O grande historiador Michel de Certeau apontava que o exercício da escrita da História seria uma forma de se lidar com a alteridade, de um “outro” ausente, que nos escapou e se perdeu, de modo que em cada relato histórico se estabelece uma espécie de “jogo da vida com a morte” (CERTEAU, 2002, p. 57)...
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| Main Author: | |
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| Format: | Online |
| Language: | Portuguese |
| Published: |
Faculdade de Educação/Universidade Estadual de Campinas
2021
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| Subjects: | |
| Online Access: | https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/ridphe/article/view/16016 |
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| Summary: | O grande historiador Michel de Certeau apontava que o exercício da escrita da História seria uma forma de se lidar com a alteridade, de um “outro” ausente, que nos escapou e se perdeu, de modo que em cada relato histórico se estabelece uma espécie de “jogo da vida com a morte” (CERTEAU, 2002, p. 57). Lacunas, apagamentos e esquecimentos certamente são questões que envolvem a prática historiadora, mas, talvez, no caso dos estudos históricos dedicados à região amazônica e às suas populações, essas ausências sejam ainda mais constantes, em função de uma tradição historiográfica comprometida com projetos políticos e sociais que, na maior parte do tempo, buscou construir uma história nacional identificada com as sociedades europeias, anulando o protagonismo dos sujeitos históricos regionais.
Diante disso, o livro “Reflexões e existência: universidade pública e a formação de professores de história no interior da Amazônia”, organizado pelos professores André Dioney Fonseca e Lorena Lopes da Costa, e publicado eletronicamente pela Navegando Publicações em 2021, é um esforço coletivo na contramão dos apagamentos e silenciamentos, ao registrar as experiências, dificuldades e desafios enfrentados por docentes e estudantes do curso de História da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa). |
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| ISSN: | 2447-746X |