O reordenamento dos afetos pelo restabelecimento da Ordo Amoris em Santo Agostinho
Defende-se neste artigo que a contribuição agostiniana ao tema dos afetos, ainda que plenamente ancorada na tradição filosófica antiga, especialmente neoplatônica, é não só original, mas consistiu em marco fundamental para a evolução dos estudos subsequentes sobre este tema. A razão disso está em su...
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| Format: | Online |
| Language: | Portuguese |
| Published: |
Universidade Estadual de Campinas. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
2016
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| Subjects: | |
| Online Access: | https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/cpa/article/view/17120 |
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| Summary: | Defende-se neste artigo que a contribuição agostiniana ao tema dos afetos, ainda que plenamente ancorada na tradição filosófica antiga, especialmente neoplatônica, é não só original, mas consistiu em marco fundamental para a evolução dos estudos subsequentes sobre este tema. A razão disso está em sua inserção no âmbito mais amplo da metafísica agostiniana, onde a noção de ordem, e especialmente, o papel da vontade nesta ordem, é determinante. Imagem da vontade divina, a vontade humana move a alma por meio de seus desejos na busca de aquisição de seus objetos de desejo. Tal movimento segue à ordem do amor, na qual só Deus, como única realidade da qual se pode fruir sem perigo de perda, pode ser amado por si mesmo. Todas as outras realidades devem ser amadas, ou mesmo usadas, em referência a esta única realidade que pode ser amada de forma absoluta. Rompida esta ordem, presente originalmente na criação, pelo pecado, faz-se necessário agora um reordenamento dos afetos pelo restabelecimento daquela ordem do amor, o que se faz pela transformação da concupiscência (cupiditas) – amor do mundo como fim em si mesmo – em dilectio – amor do mundo orientado para o amor do criador. |
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| ISSN: | 2177-5850 |