A leitura de Aristóteles por Peirce e a justificação da indução

O objetivo deste artigo é apresentar a leitura crítica feita por Charles S. Peirce (1839-1914) do conceito de indução de Aristóteles, tal como apresentado nos Primeiros analíticos, livro II, capítulo 23. Segundo Peirce, Aristóteles chegou um correto entendimento da indução, dando um exemplo perfeito...

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Main Author: Rodrigues, Cassiano Terra
Format: Online
Language:Portuguese
Published: Universidade Estadual de Campinas. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas 2020
Subjects:
Online Access:https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/cpa/article/view/17174
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Summary:O objetivo deste artigo é apresentar a leitura crítica feita por Charles S. Peirce (1839-1914) do conceito de indução de Aristóteles, tal como apresentado nos Primeiros analíticos, livro II, capítulo 23. Segundo Peirce, Aristóteles chegou um correto entendimento da indução, dando um exemplo perfeito de raciocínio indutivo em forma silogística. No entanto, o estagirita teria cometido dois equívocos: primeiro, a limitaçãoda indução a um único modo e uma única figura; segundo, a justificação da indução a uma enumeração exaustiva de itens específicos. Na sua crítica, Peirce alega que é possível explicar a indução fazendo uso de outros modos e figuras silogísticas, de modo a justificar outras formas de inferências não dedutivas como Aristóteles não pensara. Além disso, ele rejeita a ideia de uma enumeração completa de itens como a únicaforma de indução, lançando com isso as bases de uma crítica mais ampla a alguns pressupostos da filosofia moderna.
ISSN:2177-5850