Tempo na Índia antiga: o conceito de Samsãra

Podemos dizer que a história da Índia é permeada pela investigação do que é o “eu”, e essa investigação ontológica e metafísica, na maioria das vezes, desenvolveu-se em uma multiplicidade de práxis. Entretanto, entre quase todos os desenvolvimentos filosóficos relacionados com essa questão, um conce...

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Bibliographic Details
Main Author: Beluzzi, Ethel Panitsa
Format: Online
Language:Portuguese
Published: Universidade Estadual de Campinas. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas 2017
Subjects:
Online Access:https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/cpa/article/view/17209
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Description
Summary:Podemos dizer que a história da Índia é permeada pela investigação do que é o “eu”, e essa investigação ontológica e metafísica, na maioria das vezes, desenvolveu-se em uma multiplicidade de práxis. Entretanto, entre quase todos os desenvolvimentos filosóficos relacionados com essa questão, um conceito permanece central: o conceito de saṃsāra. Etimologicamente, saṃsāra une as palavras sama (igual/mesmo) e sarati (flui), isto é, significa um “contínuo fluir”. Considerando os meandros da causalidade, seria então possível ir além da existência condicionada, agora entendida como “contínuo vagar”. O tempo, dessa maneira, não é entendido como uma finitude necessária: ele se torna uma continuidade inescapável.
ISSN:2177-5850