Sobre o método na ética a Nicômaco de Aristóteles: a necessidade das endoxa

Muito já se escreveu e ainda se escreve sobre o método na Ética a Nicômaco de Aristóteles. O propósito que move a redação deste artigo não é o de entrar em tal debate, mas o de examinar parcialmente uma passagem (EN VII 1, 1145b2-7) freqüentemente visitada por aqueles que analisam o método na ética...

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Bibliographic Details
Main Author: Pereira, Reinaldo Sampaio
Format: Online
Language:Portuguese
Published: Universidade Estadual de Campinas. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas 2022
Subjects:
Online Access:https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/cpa/article/view/17231
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Description
Summary:Muito já se escreveu e ainda se escreve sobre o método na Ética a Nicômaco de Aristóteles. O propósito que move a redação deste artigo não é o de entrar em tal debate, mas o de examinar parcialmente uma passagem (EN VII 1, 1145b2-7) freqüentemente visitada por aqueles que analisam o método na ética aristotélica. Ao comentar esta passagem em um célebre artigo, Jonathan Barnes observa que o método empregado na Ética a Nicômaco, denominado por Barnes ‘o método das endoxa’, é composto de três elementos. O primeiro elemento de tal método consiste em estabelecer os phainomena (tithenai ta phainomena), isto é, consiste em estabelecer as opiniões reputáveis (ta endoxa) sobre os objetos da ética. Neste artigo trataremos deste primeiro elemento do método em questão. Examinaremos os porquês de Aristóteles recorrer a opiniões reputáveis (endoxa) no método empregado na Ética a Nicômaco e, então, verificaremos se tal uso das endoxa autoriza a considerar de modo apropriado a ética aristotélica como uma ética do senso comum.
ISSN:2177-5850