Frações burguesas e modelo educacional: notas para a escolha de políticas educacionais segundo os interesses de classe
Este artigo analisa as transformações nas políticas educacionais brasileiras entre 2008 e 2022, comparando dois modelos distintos: a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (RFEPCT), criada no governo Lula, e o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (PECIM), implement...
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| Autor principal: | |
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| Formato: | Online |
| Lenguaje: | portugués |
| Publicado: |
Universidade Estadual de Campinas
2025
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| Materias: | |
| Acceso en línea: | https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/cemarx/article/view/20500 |
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| Sumario: | Este artigo analisa as transformações nas políticas educacionais brasileiras entre 2008 e 2022, comparando dois modelos distintos: a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (RFEPCT), criada no governo Lula, e o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (PECIM), implementado durante o governo Bolsonaro. Com base na teoria marxista do Estado, especialmente em Poulantzas, o estudo investiga como diferentes frações de classe influenciam o desenho e a implementação dessas políticas. O método adotado inclui análise documental e revisão bibliográfica. Os resultados mostram que os Institutos Federais representam um projeto vinculado à burguesia interna e ao neodesenvolvimentismo, com foco na formação técnica e científica. Por outro lado, as escolas cívico-militares refletem interesses autoritários e conservadores, articulados à burguesia associada, forças militares e think tanks neoconservadores. Embora não se observe unidade na atuação da burguesia associada em torno do PECIM, o avanço do projeto evidencia a influência dessa fração no bloco no poder. Conclui-se que as políticas educacionais no Brasil recente expressam disputas de classe e que a militarização da educação cumpre função estratégica na consolidação de projetos políticos conservadores. |
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| ISSN: | 2318-065X |