A conquista da terra: encontros de mundos e equivocações a partir da aldeia Ibiramã Kiriri do Acré
O artigo aborda a trajetória das famílias Kiriri que, em 2017, deixaram o oeste da Bahia e ocuparam a terra verde no sul de Minas Gerais, hoje aldeia Ibiramã Kiriri do Acré. A etnografia mostra como a chamada conquista da terra envolve não apenas negociações com o Estado, mas também compromissos com...
Guardado en:
| Autor principal: | |
|---|---|
| Formato: | Online |
| Lenguaje: | portugués |
| Publicado: |
Universidade Estadual de Campinas
2026
|
| Materias: | |
| Acceso en línea: | https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/maloca/article/view/20503 |
| Etiquetas: |
Agregar Etiqueta
Sin Etiquetas, Sea el primero en etiquetar este registro!
|
| Sumario: | O artigo aborda a trajetória das famílias Kiriri que, em 2017, deixaram o oeste da Bahia e ocuparam a terra verde no sul de Minas Gerais, hoje aldeia Ibiramã Kiriri do Acré. A etnografia mostra como a chamada conquista da terra envolve não apenas negociações com o Estado, mas também compromissos com encantados e donos da terra, que orientam decisões e legitimam a permanência. Ao acompanhar processos de negociação política, evidencia-se que a terra é entendida como relação de cuidado, esperança e sonho, conformada por alianças entre humanos e outros-que-humanos. O artigo discute ainda as equivocações em torno da categoria estatal de “terras tradicionalmente ocupadas”, mostrando como, para os Kiriri, ocupar a terra verde significa instaurar modos próprios de existência e de afincamento, que extrapolam os enquadramentos jurídicos. |
|---|---|
| ISSN: | 2675-3111 |