As Nuvens de Aristófanes do Barão de Paranapiacaba: uma tradução “monárquica” na aurora da república brasileira

A primeira tradução brasileira de As Nuvens de Aristófanes é atribuída à Gilda Maria Reale Starzynski, publicada em 1967 (MATOS JÚNIOR, 2020, p.54). Entretanto, Ramiz Galvão (1846-1938), em discurso proferido no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), afirmou que João Cardoso de Menezes...

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Main Author: Santos, Ricardo Neves dos
Format: Online
Language:Portuguese
Published: Universidade Estadual de Campinas 2026
Subjects:
Online Access:https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/phaos/article/view/21194
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Summary:A primeira tradução brasileira de As Nuvens de Aristófanes é atribuída à Gilda Maria Reale Starzynski, publicada em 1967 (MATOS JÚNIOR, 2020, p.54). Entretanto, Ramiz Galvão (1846-1938), em discurso proferido no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), afirmou que João Cardoso de Menezes e Souza, o Barão de Paranapiacaba (1827-1915), classicista que fazia parte do círculo de amizade de D. Pedro II, teria feito uma tradução de As Nuvens. Até então não havia referências atuais ou mesmo de Ramiz, sobre em que ano ou lugar essa tradução teria sido publicada, ou mesmo se o Barão de fato conseguira publicá-la em vida. Mas essa realidade veio a mudar quando encontramos a tradução de Paranapiacaba no acervo do Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (IEB-USP). O presente artigo transcreve e analisa trechos dessa que é, provavelmente, a primeira tradução brasileira de As Nuvens de Aristófanes.
ISSN:1676-3076