Crítica ao conceito "Lugar de fala"
A crítica do presente artigo refere-se ao conceito “Lugar de fala” desenvolvido e apresentado pela filósofa Djamila Ribeiro na obra O que é Lugar de fala? (Ribeiro, 2017). O fio condutor da crítica são reflexões e teses do sociólogo Pierre Bourdieu no livro Meditações Pascalianas (2007), tal como a...
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| Main Author: | |
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| Format: | Online |
| Language: | Portuguese |
| Published: |
Universidade Estadual de Campinas
2026
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| Subjects: | |
| Online Access: | https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/tematicas/article/view/21197 |
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| Summary: | A crítica do presente artigo refere-se ao conceito “Lugar de fala” desenvolvido e apresentado pela filósofa Djamila Ribeiro na obra O que é Lugar de fala? (Ribeiro, 2017). O fio condutor da crítica são reflexões e teses do sociólogo Pierre Bourdieu no livro Meditações Pascalianas (2007), tal como a minha experiência de campo no âmbito de investigações de mestrado e doutorado, que levei a cabo em Jardim Gramacho (Duque de Caxias/RJ). Ribeiro parece cometer o “erro escolástico” apontado por Bourdieu, no qual a filósofa transfigura o mundo vivido e o vive em seu mundo particular pensado escolasticamente. A autora define a localização social da mulher negra tendo a si própria como referência (“ego-história”) e torna abstrato a noção de homem branco, o que produz caricaturas teóricas desconectadas do mundo prático e, sobretudo, do modo de produção capitalista. Em Jardim Gramacho, como contexto empírico, as mulheres negras, apesar de compartilharem com a autora os atributos fulcrais de raça e gênero, distanciam-se da filósofa pela condição de classe, que precisa ser tematizada criticamente, o que é não é feito pela autora. |
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| ISSN: | 2595-315X |