Clientes obedientes
Este artigo analisa as transformações das funções sociais da arte, com foco na transição da autonomia moderna para a “era transestética” contemporânea. A partir de Gilles Lipovetsky, Jean Serroy e Jonathan Crary, discute-se a absorção da arte pela lógica mercantil e pelas dinâmicas do “complexo inte...
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| Main Author: | |
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| Format: | Online |
| Language: | Portuguese |
| Published: |
Universidade Estadual de Campinas
2026
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| Subjects: | |
| Online Access: | https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/visuais/article/view/21684 |
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| Summary: | Este artigo analisa as transformações das funções sociais da arte, com foco na transição da autonomia moderna para a “era transestética” contemporânea. A partir de Gilles Lipovetsky, Jean Serroy e Jonathan Crary, discute-se a absorção da arte pela lógica mercantil e pelas dinâmicas do “complexo internético”. Investiga-se como essa infraestrutura de poder reconfigura a experiência sensível através de regimes de visibilidade permanente e do enfraquecimento da memória histórica. Nesse cenário, o artista é tensionado entre a potência crítica e o autogerenciamento de si enquanto marca (branding), tornando-se um “cliente obediente” da curadoria algorítmica. O trabalho incorpora as perspectivas de Moacir dos Anjos e Alessandra Simões Paiva para refletir sobre a nacionalização de falas locais e a financeirização da estética no sistema-mundo-colonial. Conclui-se que, dada a impossibilidade de uma exterioridade radical ao capitalismo, a potência política da arte reside em agir no interior do sistema. Através do conceito de opacidade (Édouard Glissant), propõe-se uma resistência que tensiona a transparência totalizante do mercado, preservando a densidade da experiência e a desaceleração dos fluxos informacionais. |
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| ISSN: | 2447-1313 |