As propostas de Guerreiro Ramos e Frantz Fanon para superação da situação colonial

Nesta pesquisa, realizei uma análise comparada das propostas de superação da situação colonial do sociólogo e político brasileiro Alberto Guerreiro Ramos e do psiquiatra e filósofo martinicano-argelino Frantz Omar Fanon. Para isso, minhas fontes principais foram os livros O problema nacional do Bras...

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Bibliographic Details
Main Authors: Silva, José da, Cruz, Andre
Format: Online
Language:Portuguese
Published: Universidade Estadual de Campinas 2019
Subjects:
Online Access:https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/pibic/article/view/2763
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Description
Summary:Nesta pesquisa, realizei uma análise comparada das propostas de superação da situação colonial do sociólogo e político brasileiro Alberto Guerreiro Ramos e do psiquiatra e filósofo martinicano-argelino Frantz Omar Fanon. Para isso, minhas fontes principais foram os livros O problema nacional do Brasil (1960) de Guerreiro e Os condenados da terra (1961) de Fanon. Os escritos de Guerreiro e Fanon se estruturam a partir de muitos conceitos e referenciais teóricos em comum, considerados pertinentes para uma aplicação crítica em suas realidades concretas. Assim, as suas respectivas teorias refletem semelhanças, porém destacam também diferenças no pensamento e no contexto dos dois autores. Então, analisei como estes dois pensadores periféricos, a partir dos seus respectivos contextos no Brasil e na Argélia, conceberam a situação colonial dos países do Terceiro Mundo na segunda metade do século XX. Entre os anos de 1950 e 1960, o Brasil era há mais de um século um Estado independente, em processo de desenvolvimento industrial, enquanto a Argélia era uma colônia francesa, em processo de luta por sua libertação nacional. Por sua vez, enquanto Guerreiro apostou em um programa de desenvolvimento socioeconômico baseado em posições nacionalistas de viés popular, Fanon se aproximou de doutrinas revolucionárias que pregavam a contraviolência como modo de transformação social. Portanto, embora as suas fontes teóricas sejam semelhantes, as suas respostas políticas são distintas.
ISSN:2596-1969