Escola Sem Partido e o trabalho docente

A partir de revisão de literatura e documentos, buscou-se refletir sobre o contexto social em que surgiu o “Movimento escola sem partido” quais foram seus atores e como afetará o trabalho docente caso o projeto de lei nº 867 de 2015 seja aprovado. O movimento foi criado em 2004 por uma iniciativa ci...

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Main Authors: Botelho, Luciana, Dominschek, Desiré
Format: Online
Language:Portuguese
Published: Universidade Estadual de Campinas 2019
Subjects:
Online Access:https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/pibic/article/view/2922
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Description
Summary:A partir de revisão de literatura e documentos, buscou-se refletir sobre o contexto social em que surgiu o “Movimento escola sem partido” quais foram seus atores e como afetará o trabalho docente caso o projeto de lei nº 867 de 2015 seja aprovado. O movimento foi criado em 2004 por uma iniciativa civil tendo como seu idealizador o advogado Miguel Nagib, com a justificativa de defender as crianças, adolescentes e jovens de uma “doutrinação ideológica”, pois para eles as escolas do Brasil estão sendo comandadas por um único partido. Para divulgar suas ideias e ganhar adeptos o movimento criou um site, onde encontram-se textos, vídeos, informações sobre os anteprojetos “Escola sem partido”. Ao lado oposto encontram-se estudiosos em educação que se manifestam de diversas maneiras, com textos, discursos e promovendo debates em universidades, com o intuito de analisar os objetivos do PL em relação a prática educativa. Os referenciais utilizados foram Freire (2013), Saviani (2012), Frigoto (2017), Beto (2014) entre outros. Concluiu-se que não há prática educativa sem a troca de saberes e que é necessário que o professor contextualize os conteúdos curriculares com a realidade em que vivem seus alunos. A pesquisa levantou muitas outras indagações, possibilidades e reflexões no que diz respeito a qualidade da educação no Brasil e como a influência de grupos ideológicos podem causar retrocessos.
ISSN:2596-1969