Poderia o exercício físico melhorar a acuidade visual? Efeito de diferentes protocolos de treinamento físico na composição da lágrima e no metabolismo de clusterina/ApoJ na retina de roedores obesos

A obesidade pode ser responsável pela perda da acuidade visual. Recentemente uma proteína conhecida como Clusterina tem sido descrita como protetora de superfície ocular. No entanto, ainda não está claro se o exercício físico é capaz de modular os níveis de clusterina na retina. Buscamos investigar...

Full description

Saved in:
Bibliographic Details
Main Authors: Franzoni, Cecilia, Ramos, Eduardo, Cabral, Raquel, Moura, Leandro de, Campos, Thaís de, Rodrigues, Kellen, Crisol, Barbara, Pereira, Rodrigo
Format: Online
Language:Portuguese
Published: Universidade Estadual de Campinas 2019
Subjects:
Online Access:https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/pibic/article/view/3028
Tags: Add Tag
No Tags, Be the first to tag this record!
Description
Summary:A obesidade pode ser responsável pela perda da acuidade visual. Recentemente uma proteína conhecida como Clusterina tem sido descrita como protetora de superfície ocular. No entanto, ainda não está claro se o exercício físico é capaz de modular os níveis de clusterina na retina. Buscamos investigar o papel do exercício combinado no metabolismo da clusterina na retina de camundongos obesos. Camundongos Swiss foram distribuídos em grupos controle (CT), obesos sedentários (OBS) e obesos treinados (OBC). Os animais foram submetidos a um protocolo de exercícios combinados de curta duração que consistiu em treinamento de força em escada seguido de exercício aeróbio em esteira por 7 dias, totalizando 1h / dia. Posteriormente, a retina foi excisada e analisada por Western Blot e RT-PCR. O grupo OBC melhorou a sinalização de insulina em comparação com CTS e OBS. Além disso, o grupo OBC apresentou um aumento no conteúdo de IL-10 e redução do perfil pró-inflamatório. Os níveis de clusterina reduziram-se, em média, 18% nos grupos OBC vs OBS. Em suma, o treinamento combinado mostrou-se eficiente na redução do perfil inflamatório através da diminuição do conteúdo das proteínas envolvidas e por consequência melhora na ação da insulina. Além disso, o exercício foi capaz de reduzir os níveis de clusterina tecidual. Esta similaridade no comportamento, sugere que esta diminuição se relacione com a ação anti-inflamatória de clusterina.
ISSN:2596-1969