O toque na visão do fisioterapeuta hospitalar
Apenas 7% dos nossos pensamentos são expressos por palavras enquanto 93% acontecem por mensagens inconscientes não verbais. Entre os meios de linguagem corporal, o toque é o sentido mais aguçado por fazer interagir, revelar sentimentos e intenções. Tocar transmite afeto, segurança, proteção e permit...
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| Format: | Online |
| Language: | Portuguese |
| Published: |
Universidade Estadual de Campinas. Faculdade de Enfermagem
2018
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| Subjects: | |
| Online Access: | https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/ccfenf/article/view/36 |
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| author | Jamarim, Michelle Ferraz Martins Campos, Claudinei José Gomes Silva, Camila Zucato da Siqueira, Cibele Leite Monteiro, Samira Martines Ciarrochi |
| author_facet | Jamarim, Michelle Ferraz Martins Campos, Claudinei José Gomes Silva, Camila Zucato da Siqueira, Cibele Leite Monteiro, Samira Martines Ciarrochi |
| author_sort | Jamarim, Michelle Ferraz Martins |
| collection | Portal de Eventos Científicos da UNICAMP |
| container_reference | Congresso Científico da Faculdade de Enfermagem da UNICAMP; n. 1 (2018): Enfermagem e Saúde: História, Evolução e Inovação |
| description | Apenas 7% dos nossos pensamentos são expressos por palavras enquanto 93% acontecem por mensagens inconscientes não verbais. Entre os meios de linguagem corporal, o toque é o sentido mais aguçado por fazer interagir, revelar sentimentos e intenções. Tocar transmite afeto, segurança, proteção e permite ao paciente sentir-se valorizado e único ou pode ser ruim, se não for permitido ou dependendo da forma que é tocado. O toque é essencial no trabalho do fisioterapeuta, por incorporar uma relação muito íntima com o corpo, capaz de influenciar na qualidade da assistência. Compreender os significados atribuídos ao toque por fisioterapeutas que atuam em ambiente hospitalar. Trata-se de um estudo de caso qualitativo. A população constituiu-se de 18 fisioterapeutas atuantes em um hospital ao sul de Minas Gerais. A amostra foi composta de modo intencional e fechada por exaustão. O critério de inclusão foi no mínimo 6 meses de contratação. Para coleta de dados foi utilizado um roteiro para entrevista semiestruturada elaborado a partir do modelo proposto por Turato. As entrevistas ocorreram de dezembro de 2015 a março de 2016, gravadas em áudio e transcritas pela pesquisadora. Para a análise dos dados utilizou-se a análise temática de conteúdo. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) sob o parecer número: 1136177. Todas as normas da Resolução 466/12, que normatiza pesquisas com seres humanos foram cumpridas. Emergiram duas categorias: Sentimentos do fisioterapeuta relacionados ao toque e a Dificuldade em falar sobre o toque expressivo traduz deficiência na formação. Para os fisioterapeutas entrevistados o toque significa seu instrumento principal de trabalho e o toque expressivo parece não ser conhecido pelo fisioterapeuta por provável deficiência na formação acadêmica. Sugere-se uma intervenção educativa com esses profissionais de maneira a conscientizá-los da importância do toque expressivo e fazê-los incorporar novos valores ao toque, proporcionando uma assistência individualizada que contemple as necessidades do paciente, uma melhor relação e comunicação fisioterapeuta / paciente e uma assistência mais humanizada. |
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| publishDate | 2018 |
| publisher | Universidade Estadual de Campinas. Faculdade de Enfermagem |
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| spelling | ojs-article-362022-11-30T12:34:45Z O toque na visão do fisioterapeuta hospitalar Jamarim, Michelle Ferraz Martins Campos, Claudinei José Gomes Silva, Camila Zucato da Siqueira, Cibele Leite Monteiro, Samira Martines Ciarrochi Fisioterapeuta Toque terapêutico Comunicação não verbal. Apenas 7% dos nossos pensamentos são expressos por palavras enquanto 93% acontecem por mensagens inconscientes não verbais. Entre os meios de linguagem corporal, o toque é o sentido mais aguçado por fazer interagir, revelar sentimentos e intenções. Tocar transmite afeto, segurança, proteção e permite ao paciente sentir-se valorizado e único ou pode ser ruim, se não for permitido ou dependendo da forma que é tocado. O toque é essencial no trabalho do fisioterapeuta, por incorporar uma relação muito íntima com o corpo, capaz de influenciar na qualidade da assistência. Compreender os significados atribuídos ao toque por fisioterapeutas que atuam em ambiente hospitalar. Trata-se de um estudo de caso qualitativo. A população constituiu-se de 18 fisioterapeutas atuantes em um hospital ao sul de Minas Gerais. A amostra foi composta de modo intencional e fechada por exaustão. O critério de inclusão foi no mínimo 6 meses de contratação. Para coleta de dados foi utilizado um roteiro para entrevista semiestruturada elaborado a partir do modelo proposto por Turato. As entrevistas ocorreram de dezembro de 2015 a março de 2016, gravadas em áudio e transcritas pela pesquisadora. Para a análise dos dados utilizou-se a análise temática de conteúdo. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) sob o parecer número: 1136177. Todas as normas da Resolução 466/12, que normatiza pesquisas com seres humanos foram cumpridas. Emergiram duas categorias: Sentimentos do fisioterapeuta relacionados ao toque e a Dificuldade em falar sobre o toque expressivo traduz deficiência na formação. Para os fisioterapeutas entrevistados o toque significa seu instrumento principal de trabalho e o toque expressivo parece não ser conhecido pelo fisioterapeuta por provável deficiência na formação acadêmica. Sugere-se uma intervenção educativa com esses profissionais de maneira a conscientizá-los da importância do toque expressivo e fazê-los incorporar novos valores ao toque, proporcionando uma assistência individualizada que contemple as necessidades do paciente, uma melhor relação e comunicação fisioterapeuta / paciente e uma assistência mais humanizada. Universidade Estadual de Campinas. Faculdade de Enfermagem 2018-11-28 info:eu-repo/semantics/article info:eu-repo/semantics/publishedVersion Avaliado pelos Pares Texto application/pdf https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/ccfenf/article/view/36 10.20396/ccfenf1201836 Congresso Científico da Faculdade de Enfermagem da UNICAMP; n. 1 (2018): Enfermagem e Saúde: História, Evolução e Inovação 2675-3081 por https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/ccfenf/article/view/36/21 Copyright (c) 2018 Congresso Científico da Faculdade de Enfermagem da UNICAMP https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 |
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