Entre a cidade real e a cidade ideal: agentes e representações de Mariana –MG (1711-1808)
Grande parte a bibliografia recente a respeito da história das cidades brasileiras tem se apoiado em fontes de origem iconográfica ou cartográfica. Os primeiros pesquisadores a lançarem mão destas fontes foram Nestor Goulart Reis Filho em “Evolução Urbana no Brasil” (1968) e Paulo Ferreira Santos em...
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| Main Author: | |
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| Format: | Online |
| Language: | Portuguese |
| Published: |
Universidade Estadual de Campinas
2010
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| Subjects: | |
| Online Access: | https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/eha/article/view/3811 |
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| Summary: | Grande parte a bibliografia recente a respeito da história das cidades brasileiras tem se apoiado em fontes de origem iconográfica ou cartográfica. Os primeiros pesquisadores a lançarem mão destas fontes foram Nestor Goulart Reis Filho em “Evolução Urbana no Brasil” (1968) e Paulo Ferreira Santos em “Formação de Cidades no Brasil Colonial” (1968). Ambas as obras citadas estão inseridas em uma discussão acerca da morfologia dos núcleos coloniais brasileiros, a qual é iniciada por Sérgio Buarque de Holanda em um ensaio intitulado O Semeador e o Ladrilhador que compõe o livro Raízes do Brasil (2005). Nesta obra, A urbe tem um papel racionalizador e colonizador, que destoa do perfil aventureiro do português, preocupado com o enriquecimento fácil, sem vínculos duradouros com os lugares onde passava. Suas cidades seriam semeadas pelo litoral sem compromisso; sua forma foi ordenada pelo relevo e sua construção se deu sem “nenhum rigor, nenhum método, nenhuma previdência, sempre esse significativo abandono que exprime a palavra desleixo” (HOLANDA. 2005, p.110). |
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| ISSN: | 2675-3103 |