A atemporalidade do vestuário botticelliano e sua recepção na historiografia artística

Uma enorme fortuna crítica envolve a vida e obra de Sandro Botticelli (c.1444/5-1510). No entanto, os significados continuam flutuantes e as interpretações em aberto. Nem mesmo a “crise de explicação excessiva”, observada por Sergiusz Michalski, trouxe respostas que solucionassem os mistérios e ambi...

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Main Author: Carvalho, Larissa Sousa de
Format: Online
Language:Portuguese
Published: Universidade Estadual de Campinas 2010
Subjects:
Online Access:https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/eha/article/view/3826
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Description
Summary:Uma enorme fortuna crítica envolve a vida e obra de Sandro Botticelli (c.1444/5-1510). No entanto, os significados continuam flutuantes e as interpretações em aberto. Nem mesmo a “crise de explicação excessiva”, observada por Sergiusz Michalski, trouxe respostas que solucionassem os mistérios e ambigüidades que cercam, ainda hoje, o trabalho do artista. Um fator que contribui fortemente para a indefinição de suas figuras é o tratamento reservado às vestimentas e aos acessórios. Sua relevância é sugerida até mesmo pela célebre citação do ator e escritor inglês Peter Ustinov: “Se Botticelli estivesse vivo hoje, estaria trabalhando para Vogue”; ressaltando a relação do artista com um possível campo da “moda”. Porém, antes de adentrar neste tema, caberá resgatar um pouco do que os autores construíram textualmente ao redor das obras, bem como seus modos de aproximação, metodologias e entendimentos gerais sobre suas poéticas.
ISSN:2675-3103