Os acionistas vienenses: revolucionários ou perversos?
A partir do final da década de 1960, os Acionistas Vienenses – grupo formado pelos artistas Otto Mühl, Rudolph Swarzkogler, Gunter Brus e Hermann Nitsch – procuraram transgredir todos os tabus, realizando vídeos, pinturas e performances escatológicas e obscenas. Aparentemente inaceitáveis tanto do p...
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| Main Author: | |
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| Format: | Online |
| Language: | Portuguese |
| Published: |
Universidade Estadual de Campinas
2008
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| Subjects: | |
| Online Access: | https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/eha/article/view/3836 |
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| Summary: | A partir do final da década de 1960, os Acionistas Vienenses – grupo formado pelos artistas Otto Mühl, Rudolph Swarzkogler, Gunter Brus e Hermann Nitsch – procuraram transgredir todos os tabus, realizando vídeos, pinturas e performances escatológicas e obscenas. Aparentemente inaceitáveis tanto do ponto de vista moral quanto artístico, tais propostas foram, surpreendentemente, ganhando gradativamente status de vanguarda e adentrando o cânone da História da Arte: como exemplo, podemos citar a participação de Otto Mühl em duas exposições no Museu do Louvre (Posséder et Détruire, 2000 e La Peinture comme Crime, 2002). A vida/obra de Mühl – que, após fundar e chefiar por duas décadas uma comuna hippie, passa 6 anos na prisão acusado de pedofilia – suscita o questionamento: como avaliar a difícil produção do Acionismo Vienense? Deve-se concordar com aqueles que louvam o grupo pelo teor supostamente revolucionário de sua arte, ou com aqueles para quem tais artistas não passam de perversos? Tentando responder a esta questão, a presente comunicação examinará os discursos que a história da arte vem produzindo acerca dos Acionistas Vienenses. |
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| ISSN: | 2675-3103 |