Objetividade, estrutura e correspondência entre os campos do conhecimento
Mário Pedrosa fez uso da Gestalt menos para a justificação de uma arte de base geométrica, que ressaltasse efeitos das leis da estrutura da visão, e mais para a compreensão da atividade perceptiva e de sua atividade cognoscente. De fato, a adoção da lei primordial – segundo a qual a percepção funda-...
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| Format: | Online |
| Language: | Portuguese |
| Published: |
Universidade Estadual de Campinas
2006
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| Online Access: | https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/eha/article/view/3859 |
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| Summary: | Mário Pedrosa fez uso da Gestalt menos para a justificação de uma arte de base geométrica, que ressaltasse efeitos das leis da estrutura da visão, e mais para a compreensão da atividade perceptiva e de sua atividade cognoscente. De fato, a adoção da lei primordial – segundo a qual a percepção funda-se em um todo estruturado que não pode ser inferido de suas partes isoladas, sejam elas somadas ou apenas justapostas – revelava o intuito de Pedrosa em encontrar uma unidade da percepção que sustentasse com plausibilidade o conhecimento a partir das relações intrínsecas dos elementos nela estruturados. Por sua vez, esse conhecimento possuía objetividade devido às leis próprias da atividade perceptiva e partia de um acordo entre sujeito e objeto. Objetividade, estrutura e totalidade – ou percepção sincrética global – constituíam a garantia de consonância entre o conhecimento proporcionado pela arte e aquele resultante do desenvolvimento de outros campos do conhecimento. |
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| ISSN: | 2675-3103 |