Arte relacional e regime estético: a cultura da atividade dos anos 1990

O artigo mostra que na arte relacional, na expressão de Nicolas Bourriaud, dos anos 1990, é visível a tentativa de embaralhar arte e vida, o que a remete ao imaginário das vanguardas artísticas do século 20. Procura, contudo, distinguir o projeto moderno de superação da relação entre arte e vida des...

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Main Author: Fabbrini, Ricardo Nascimento
Format: Online
Language:Portuguese
Published: Universidade Estadual de Campinas 2010
Subjects:
Online Access:https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/eha/article/view/3892
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Description
Summary:O artigo mostra que na arte relacional, na expressão de Nicolas Bourriaud, dos anos 1990, é visível a tentativa de embaralhar arte e vida, o que a remete ao imaginário das vanguardas artísticas do século 20. Procura, contudo, distinguir o projeto moderno de superação da relação entre arte e vida desta proposta de “arte colaborativa” que tomamos como sintoma da arte contemporânea. Seu objetivo é assim examinar se essas “práticas colaborativas e interdisciplinares” que se aproximam do mundo da vida - segundo também Jacques Rancière e Hans Obrist - articulam os elementos do presente no gesto estético ou na forma artística - de modo a relacionar, na metáfora, estética e política - ou se essas práticas, ao contrário, atestam a neutralização da poética e o desvanecimento da política. Para tanto indagamos, a partir de Jean Galard, se esses espaços substitutivos podem funcionar efetivamente como elementos de recomposição dos espaços políticos, ou se eles correm o risco de assumirem a função de seus substitutos paródicos; ou seja: se na tentativa de suprir a ausência de políticas sociais, o que teríamos nos espaços de arte relacional é uma sociabilidade glamourizada, fictícia - um simulacro da sociabilidade dita real porque fundada na imprevisibilidade e nos conflitos.
ISSN:2675-3103