As neo-vanguardas e a cidade

A produção contemporânea em arte e arquitetura se constrói a partir dos frutos da efervescência dos anos 60, embora esta conexão possa soar estranha a primeira vista: a nossos olhos o horizonte utópico da neo-vanguarda parece pertencer a outra era geológica. Paradoxalmente, enxergamos com maior clar...

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Bibliographic Details
Main Author: Santos, Fábio Lopes de Souza
Format: Online
Language:Portuguese
Published: Universidade Estadual de Campinas 2006
Subjects:
Online Access:https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/eha/article/view/3913
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Description
Summary:A produção contemporânea em arte e arquitetura se constrói a partir dos frutos da efervescência dos anos 60, embora esta conexão possa soar estranha a primeira vista: a nossos olhos o horizonte utópico da neo-vanguarda parece pertencer a outra era geológica. Paradoxalmente, enxergamos com maior clareza a continuidade entre as formas artísticas empregadas hoje e aquelas geradas pela neovanguarda do que a dinâmica de fundo que as impulsionou e transformou substancialmente. Paulatinamente, passou-se, nas últimas quatro décadas do discurso moderno contra o caos urbano para outro, que elogia sua heterotopia, tendo como elo justamente manifestações neovanguardistas. Houve um deslizamento gradual desde a hegemonia moderna até a atual apologia da “pluralidade”. A presente comunicação passa em revista algumas produções da neovanguarda artística e arquitetônica, procurando discernir por detrás de sua exorbitante diversidade algumas motivações compartidas subjacentes para, num segundo momento, procurar entender a natureza desta paradoxal transformação.
ISSN:2675-3103