A história da Arte de Araújo Porto-Alegre

Gonzaga Duque Estrada, A arte brasileira – 1888, afirma ser Porto-alegre o primeiro a arrancar do esquecimento os únicos documentos existentes sobre a história da pintura brasileira, o primeiro a falar do músico Pe. José Maurício, e o primeiro a se ocupar da crítica das Belas Artes. Mesmo não partil...

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Main Author: Ferrari , Paula
Format: Online
Language:Portuguese
Published: Universidade Estadual de Campinas 2008
Subjects:
Online Access:https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/eha/article/view/3921
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Description
Summary:Gonzaga Duque Estrada, A arte brasileira – 1888, afirma ser Porto-alegre o primeiro a arrancar do esquecimento os únicos documentos existentes sobre a história da pintura brasileira, o primeiro a falar do músico Pe. José Maurício, e o primeiro a se ocupar da crítica das Belas Artes. Mesmo não partilhando dos mesmos valores estéticos e sua obra conter revisões e ampliações dos estudos de Porto-alegre, Gonzaga Duque não deixa de frisar a importância histórica dessa produção, seja pelo testemunho que legou, seja pelo ineditismo do tema e do método de trabalho no país. A história da arte de Araújo Porto-alegre pode ser pensada de três formas: como história dos artistas, como desenvolvimento das formas e como estética. A história dos artistas se aproxima mais da produção do IHGB e valoriza a biografia do artista. A história da estética é mais preocupada com pressupostos teóricos que estabeleçam elementos que conformam a arte, mais próxima da tendência da filosofia da história. O desenvolvimento das formas, ou história plástica foca o olhar propriamente no objeto de arte, partindo de uma ekphrasis passa a estabelecer a iconografia para, depois de compor o conjunto observado focar em elementos estratégicos, finalizando com a significação histórica através da iconologia. Sócio desde o primeiro ano do IHGB, contribuiu ativamente para Instituto como orador e escrevendo textos para a revista. A pluralidade de atividades que exerceu encontra um eixo de raciocínio na sua formação específica que trouxeram reflexões e indagações permanentes em seus textos. Sempre atento à Arte, inserido no debate do romantismo sobre a formação da nação, os manuscritos revelam o exercício de pensar a Arte e o Brasil perante as teorias de sua época.
ISSN:2675-3103