O desenho como suporte para os artistas viajantes no Brasil Imperial

A pintura de paisagem natural realizada pelo pintor ou pelo naturalista viajante no século XIX, antes do advento da fotografia, teve no desenho o suporte essencial para sua concepção e execução. Para compreendermos como o artista apropriou-se das linhas para dar forma plástica àquilo que se lhe apre...

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Main Author: Alves, Cláudio José
Format: Online
Language:Portuguese
Published: Universidade Estadual de Campinas 2009
Subjects:
Online Access:https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/eha/article/view/3973
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Summary:A pintura de paisagem natural realizada pelo pintor ou pelo naturalista viajante no século XIX, antes do advento da fotografia, teve no desenho o suporte essencial para sua concepção e execução. Para compreendermos como o artista apropriou-se das linhas para dar forma plástica àquilo que se lhe apresentava diante de seus olhos, partimos do processo de produção de estampas concebidas a partir das técnicas de impressão de gravuras realizadas através xilogravura, da gravação em placas de cobre e da litografia. Neste trabalho procuramos estabelecer uma relação entre o caminho que parte do desenho até a gravura e impressão. Inicialmente, fomos remetidos às primeiras realizações de pintores como Dürer e Rembrandt até pensarmos como no Brasil o desenho e as técnicas de gravação acompanharam os artistas e os naturalistas viajantes. Destacamos o pintor José dos Reis Carvalho que fora aluno de Jean Baptiste Debret na Academia Imperial de Belas Artes e, em 1859, seguiu com a Comissão Científica de Exploração ao Ceará acompanhado do botânico Francisco Freire Alemão.
ISSN:2675-3103