A primavera de Bredekamp e a primavera de Wind: um confronto sobre o legado de Warburg

Em 1988, o historiador da arte alemão Horst Bredekamp publica um livro sobre o quadro A Primavera de Sandro Botticelli (1445 – 1510). Trata-se de um dos quadros mais discutidos dentro dos estudos de história da arte. Ao longo do século XX, este quadro foi submetido a diversas análises, muitas das qu...

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Main Author: Carvalho, Gustavo Campos de
Format: Online
Language:Portuguese
Published: Universidade Estadual de Campinas 2009
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Online Access:https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/eha/article/view/3993
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Summary:Em 1988, o historiador da arte alemão Horst Bredekamp publica um livro sobre o quadro A Primavera de Sandro Botticelli (1445 – 1510). Trata-se de um dos quadros mais discutidos dentro dos estudos de história da arte. Ao longo do século XX, este quadro foi submetido a diversas análises, muitas das quais seguiam os rastros de um estudo realizado no final do século precedente. Quando, em 1891, Abraham Moritz Warburg realizou sua tese de doutoramento a respeito dos quadros O Nascimento de Vênus e A Primavera, apresentada à Universidade de Estrasburgo. Nitidamente influenciados pelas teses de Warburg, mas detentores de suas próprias concepções, Ernst Gombrich e Edgar Wind, dois grandes expoentes da história da arte no século XX, expuseram seus estudos sobre A Primavera. As interpretações destes estudiosos, que inserem o quadro dentro de uma filosofia neoplatônica, durante anos representaram as mais bem aceita e mais provável para o quadro de Botticelli. A descoberta e publicação, no entanto, de novos documentos tornou sem fundamento a interpretação de Gombrich, que estabelecia a data de 1477 para a criação de A Primavera. Quanto à interpretação de Wind, esta encontrou um forte e contundente adversário na crítica e interpretação de Bredekamp.
ISSN:2675-3103