Construção de discursos sobre a obra de arte: a descrição verbal e a reprodução por imagens
O historiador e crítico de arte, ao se relacionar com o seu objeto de estudo, tem diante de si um problema fundamental: articular uma linguagem verbal e abstrata com um objeto concreto, material, cuja linguagem própria não tem correspondência no discurso estruturado por palavras. Por outro lado, des...
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| Autor principal: | |
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| Formato: | Online |
| Idioma: | português |
| Publicado em: |
Universidade Estadual de Campinas
2011
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| Assuntos: | |
| Acesso em linha: | https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/eha/article/view/4060 |
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| Resumo: | O historiador e crítico de arte, ao se relacionar com o seu objeto de estudo, tem diante de si um problema fundamental: articular uma linguagem verbal e abstrata com um objeto concreto, material, cuja linguagem própria não tem correspondência no discurso estruturado por palavras. Por outro lado, desde o surgimento dos meios de reprodução mecânica das obras de arte, e de sua crescente popularização, um outro tipo de discurso, não-verbal, mas igualmente poderoso, vem se formando em torno da obra de arte e das construções históricas que a ela dizem respeito: o discurso que envolve a apresentação, seleção, edição e disposição das reproduções em livros catálogos, folhetos, revistas, periódicos e, mais recentemente, em meios eletrônicos, como vídeos, programas de televisão e websites. Os dois discursos, o verbal e o imagético, que se dão paralelamente, têm enorme força na formação da nossa compreensão da arte e de sua história. São intermediários que se impõem entre o espectador e a obra, mesmo quando esta última está disponível para a apreciação direta. Nem sempre estamos conscientes de sua interferência, dos conceitos que subjazem à sua construção. |
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| ISSN: | 2675-3103 |