Analogias entre cor e som na pintura: de Delacroix a Seurat

Se até o século XVII a cor encontrava-se subordinada ao design do quadro, num domínio mais baixo da sensualidade, ocupará, a partir do século XVIII, lugar privilegiado entre os pintores, e a música das cores tornar-se-á um major theme, figurando pauta de extrema relevância quase dois séculos mais ta...

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Main Author: Téo , Marcelo
Format: Online
Language:Portuguese
Published: Universidade Estadual de Campinas 2008
Subjects:
Online Access:https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/eha/article/view/4105
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Description
Summary:Se até o século XVII a cor encontrava-se subordinada ao design do quadro, num domínio mais baixo da sensualidade, ocupará, a partir do século XVIII, lugar privilegiado entre os pintores, e a música das cores tornar-se-á um major theme, figurando pauta de extrema relevância quase dois séculos mais tarde, junto a alguns dos principais artistas modernos. Pode-se dizer que, no que diz respeito à cor, antes dos escritos de Isaac Newton, Aristóteles foi a grande referência, tendo sugerido também, uma série de analogias com a música. Aristóteles defendeu a cor como propriedade das superfícies – e não uma sensação produzida no olho por certas características da luz, como quis Newton. Boa parte dos pintores mais inovadores do século XIX exploraram tais aproximações, sobretudo a partir de uma perspectiva newtoniana, ou seja, de uma harmonia visual, muito próxima do sistema musical. Pode-se destacar, pela profundidade dos resultados, as personagens de Eugène Delacroix e Georges Seurat, situados em momentos históricos bastante distintos, mas com preocupações em certo sentido complementares. A presente comunicação pretende debater alguns dos caminhos disponíveis aos pintores desde fins do século XVIII no que diz respeito às aproximações entre cor e som, bem como suas causas e implicações, partindo das experiências de dois dos artistas mais emblemáticos e inventivos da pintura européia oitocentista.
ISSN:2675-3103