Campo ampliado : desafios à reflexão contemporânea
O discurso contemporâneo trata de uma “morte da história da arte” em função tanto da falência da noção de história como narrativa legitimadora como do aparecimento de um outro complexo de práticas artísticas. A arte, criticando sua institucionalização, buscou escapar aos rótulos, à especificidade do...
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| Main Author: | |
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| Format: | Online |
| Language: | Portuguese |
| Published: |
Universidade Estadual de Campinas
2008
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| Subjects: | |
| Online Access: | https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/eha/article/view/4110 |
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| Summary: | O discurso contemporâneo trata de uma “morte da história da arte” em função tanto da falência da noção de história como narrativa legitimadora como do aparecimento de um outro complexo de práticas artísticas. A arte, criticando sua institucionalização, buscou escapar aos rótulos, à especificidade dos meios; estende-se em um campo ampliado. O importante trabalho de Rosalind Krauss deu-nos a chave para que possamos, hoje, ampliar sua compreensão e caracterizá-lo como imagem da multiplicidade. O experimentalismo e a externalidade são conceitos-chave para os trabalhos que se encontram em um entrelugar; também o são para pensar o discurso da história? Haverá um entrelugar crítico, em que uma disciplina transversalmente critica às demais, diferentes modos de ver se encontram? Trata-se não só da contaminação entre as disciplinas artísticas, quando o artista assume um perfil multidisciplinar, mas também de uma renúncia ao papel central processo de criação; dá-se uma “colagem de agentes” entre o público, o sítio, as ficções, as narrativas. O paradigma da colagem também está presente quando constatamos realidades temporais distintas tornarem-se próximas através do trabalho artístico. Os artistas liberam-se do peso da história: não há estilo contemporâneo, não há um critério a priori sobre a aparência que a arte deve ter; há, sim, uma apropriação de imagens. E o historiador? Cola os tempos, desloca-se, dá voz a interlocutores de outras disciplinas em seu discurso, busca multiplicar também o seu olhar tornando-se interdisciplinar? É consciente de que produz uma interpretação, um comentário que pode ampliar a própria obra? Assim faz história, crítica ou poética? Hoje as noções de artista, de arte, e de história encontram-se multiplicadas, seus limites são tencionados. O que resta? Tudo. Primordialmente, o nosso esforço em buscar os fios para tecer as conexões que possam sempre tornar vivo o exercício do pensamento, sob qualquer rótulo ou mesmo nenhum. |
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| ISSN: | 2675-3103 |