Michel Foucault, historiador da arte? : algumas considerações a respeito da influência da filosofia foucaultiana na historiografia contemporânea
Segundo Judith Revel, Michel Foucault utiliza o termo “arte” em três sentidos diferentes. Inicialmente em La Volonté de savoir, no início da década de setenta, ao problematizar a ars erotica (cuja verdade é extraída da experiência do prazer) em oposição à scientia sexualis (que se constitui a partir...
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| Format: | Online |
| Language: | Portuguese |
| Published: |
Universidade Estadual de Campinas
2014
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| Online Access: | https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/eha/article/view/4164 |
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| Summary: | Segundo Judith Revel, Michel Foucault utiliza o termo “arte” em três sentidos diferentes. Inicialmente em La Volonté de savoir, no início da década de setenta, ao problematizar a ars erotica (cuja verdade é extraída da experiência do prazer) em oposição à scientia sexualis (que se constitui a partir do século XIX), delimitando-as como duas formas distintas de organizar as relações entre o poder, a verdade e o prazer. Já entre 1977 e 1978, com o curso Sécurité, territoire, population no Collège de France, Foucault, ao analisar a complexidade da economia das formas de governar que são reformuladas entre os séculos XVI e XVII, faz uso da expressão “artes de governar”. Finalmente, o terceiro sentido faz-se presente na recuperação dos escritos de Foucault sobre a literatura, o cinema, a pintura, a fotografia e a música, ainda que o tema da arte não seja explicitamente sistematizado. |
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| ISSN: | 2675-3103 |