Conferência de encerramento do XIII Encontro de História da Arte
Até o século XVIII, a história se fundava numa referência ao passado. Esta afirmação tem os defeitos da generalidade, mas em suas principais linhas é verdadeira; Pensava-se em relação a uma idade do ouro perdida: a antiguidade clássica. Empregando uma terminologia que Mircea Eliade, em O mito do ete...
Saved in:
| Main Author: | |
|---|---|
| Format: | Online |
| Language: | Portuguese |
| Published: |
Universidade Estadual de Campinas
2018
|
| Subjects: | |
| Online Access: | https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/eha/article/view/4311 |
| Tags: |
Add Tag
No Tags, Be the first to tag this record!
|
| Summary: | Até o século XVIII, a história se fundava numa referência ao passado. Esta afirmação tem os defeitos da generalidade, mas em suas principais linhas é verdadeira; Pensava-se em relação a uma idade do ouro perdida: a antiguidade clássica. Empregando uma terminologia que Mircea Eliade, em O mito do eterno retorno, empregou num outro contexto, é possível dizer que o presente era sentido como um “tempo fraco”, que se tornava “tempo forte” apenas quando um feito contemporâneo atingia a grandeza dos antigos gregos e romanos. Havia um sistema de ascensão, no qual a arte representava um papel muito importante, porque ela elevava os grandes homens do presente à dignidade antiga. Andrea Doria, o condottiere lígure, grande marinheiro, é retratado como Netuno, senhor dos mares; Luís XIV é o novo Apolo, rei sol; o guerreiro Heitor de Villars é figurado numa escultura como o Heitor da Ilíada – e uma inscrição dirá que esse novo Heitor não teve Aquiles que pudesse se opor a ele. |
|---|---|
| ISSN: | 2675-3103 |